sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

DESCREVENDO...



LOCAIS


A VELHA CASA DA ALDEIA

A sala de aspeto campestre apresentava um ambiente luminoso e acolhedor. A luz natural invadia o espaço através das fissuras retangulares abertas nas paredes de pedra.
Os raios vibrantes do sol aqueciam as paredes frias, que se tornavam mais incandescentes com o lume crepitante da lareira de ferro, que dominava o ambiente da sala.
À esquerda, uma pá e dois pequenos jarros de barro complementavam o aspeto rural daquela aconchegante divisão. Por cima da agradável fonte de calor, encontravam-se pequenas velas, escondidas por entre as enormes e predominantes brasas. No centro, uma mesa castanha e uma fofa carpete preenchiam parte do chão de madeira escura, do qual exalava um cheiro a bosque selvagem que perfumava todo o ambiente. Sentia-se no ar um agradável aroma a cidreira e canela que provinha do chá, vertido numa chávena de porcelana antiga e colocada delicadamente em cima da mesa. Algumas velas decorativas iluminavam fragilmente o espaço. Em frente à mesa, um grande e acolhedor sofá erguia-se na sala, como que acariciando suavemente todos os que por lá passassem e servindo de companhia a todas as conversas que por aí vagueassem livremente.
Aquele lugar despertava em mim a agradável memória da casa dos meus avós. A manta de lã, espreguiçada por todo o sofá, recordava-me os serões tranquilos e serenos, que se assemelhavam ao ritual vivido em família, nas noites frias de inverno, na velha casa da aldeia.
Carolina Santos Martins, 8ºE


CASA NA SERRA

Acabo de entrar na casa, aparentemente, está habitada, já que está mobilada e tem alguns objetos pessoais.
À esquerda, avisto uma janela que ilumina bastante a sala. A parede, feita em pedra, é seguida de nova janela que à sua frente tem uma jarra de cerâmica.
À direita, uma lareira aquece a casa, com as suas chamas vivas que fazem lembrar a cor do Sol. Por cima da lareira, algumas velas que libertam um cheiro curioso. Já à sua frente, estou admirado com os dois vasos feitos em barro que demonstram uma perfeição invejável e com um cesto de verga com capacidade para um batalhão de alimentos.
Mais próximo, encontra-se o confortável e macio sofá onde estão as almofadas de um tecido áspero, elástico e resistente e a manta de lã que me aqueceu a par da lareira.
Por perto, estende-se um tapete, também de lã, debaixo da mesa onde se repousam as chávenas, o bule, o açucareiro e tudo o resto para um belo chá. No ar sente-se o agradável cheiro a chá preto e o único ruído audível é o som da lenha a ser queimada.
Este local faz-me sentir mais seguro, protegido e aconchegado, no entanto, tem um aspeto negativo, faz sentir-me só...
João Lima, 8ºE








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