quinta-feira, 10 de maio de 2012

Força de expressão, Liberdade



Um toque, um sussurro
um respirar , um tremor
nervosismo inconstante.
Meia-noite incerta
Na balada de um gigante.

Medo com medo
e nada de nada,
uma gargalhada
de rouquidão.
Desespero que contrasta
no choro de solidão.
 
Serei eu,
ou talvez, tu.
Como consequência
de um nós
Que o esquecimento
se encarrega de espezinhar!

Hoje, passo
e pergunto...
e isto, não me mata?
Pelo contrário!
Fortalece-te!
A liberdade não desaparece!

Daniela Geadas, 8ºE

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Liberdade


Liberdade é podermos falar, gritar, cantar,
Sem ninguém nos mandar calar.

Liberdade é podermos escrever
Sem nos censurarem ou mandarem prender.

Liberdade é não escondermos o que somos
Como a laranja não esconde os seus gomos.

Liberdade é podermos lutar
Sem ninguém nas eleições aldrabar.

Mas a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros,
Assim a felicidade será para todos. 
                                                                                                             
Teresa Costa, João Lima e David Sezões, 8ºE

Amor em férias


Numas férias em Paris, numa casa de grandes dimensões, habitavam dois amigos: Pedro e Inês. Era uma casa com três quartos, uma cozinha pequena e moderna e uma sala de estar enorme, acolhedora e rústica. O amor, porém, não era ali bem-vindo, além disso, ninguém o esperava.
  Entretanto, numa tarde fria em que o céu estava negro e a neve ameaçava chegar, Inês e Pedro davam o seu habitual passeio de final de dia, quando, de repente, aparece um rapaz cuja cara, ela conhecia. Era Jorge, seu amigo de infância, com sua irmã, Ana. Pedro ficou encantado com Ana, com o seu sorriso hipnotizante, com os seus olhos verdes como as folhas das rosas e a sua pele branca como a neve. 
   Jorge, por sua vez, ao olhar para Inês, só conseguia lembrar-se das roupas coloridas que ela usava nos tempos de colégio e em quão bonita ela ficara agora. Contudo, Jorge, rapaz tímido, não hesitou em perguntar se era mesmo Inês, pois já tinham passado mais de quinze anos. Após se ter certificado de que era ela, convidou-a para ir dar um passeio ao longo do rio Sena. Recordaram belos tempos de infância e comeram maçãs caramelizadas.
   Jorge sentiu um fogo no peito e, não aguentando mais, beijou Inês. Os seus olhos verdes e cristalinos humedeceram como uma lagoa dançante numa manhã de verão.
Texto elaborado pelas alunas Daniela Barriga e Manuela Ribeiro, do 8ºF, no âmbito do projeto «Ler Mais Escrever Melhor»

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O reencontro


De manhã, quando acordei, o sol já se tinha levantado. Meio ensonada, olhei pela janela do meu quarto. O tempo estava nublado mas, lá no meio de tantas nuvens, surgia o sol com os seus cabelos doirados e a sua luz brilhante que iluminava toda a aldeia.                                                                             
Lavei a cara, vesti o meu vestido azul turquesa, calcei os meus sapatos a condizer e prendi o cabelo com a minha fita branca. Desci as escadas seduzida pelo cheiro do chocolate quente preparado pela minha mãe. Quando cheguei lá abaixo deparei-me com o meu pai, há dois anos que não o via. Senti-me intrigada, olhei-o nos olhos e fui me embora. Agarrou-me na mão e chamou-me “filha”, eu apenas retorqui que era filha da minha mãe, que não tinha pai. Agarrei na mochila e fui para a escola.   
Durante o longo percurso para a escola, sentia-me destroçada por dentro e também com um grande desgosto. Passaram-me diversas ideias pela cabeça, entre as quais mandar o traidor embora, acabar com a minha tristeza encontrando o abismo, porém, queria matar as saudades, dado que este era o meu pai, apesar de me ter abandonado cruelmente.                                                                                          
O dia na escola foi terrível, apesar de ter passado rápido. Não disse nada o dia todo, nem prestei atenção a ninguém, tirando o Ricardo, ao longo do intervalo e, para piorar, fui expulsa das aulas de Português e de Matemática por insultar repetidamente a escola e um colega meu.                                  
Neste momento, estou totalmente consumida e parece que tenho uma chama que arde lentamente e deixa tudo o que se aproxima em cinzas. Aliás, nunca tinha demonstrado rancor, raiva ou violência, sempre fui calma, serena, tranquila, amiga, com uma forte personalidade e nunca nada me tinha afetado como isto.                                                                                                                                                     
Pensei melhor antes de chegar a casa e apercebi-me que deveria desculpá-lo, pois, apesar de tudo, fora ele que me criara e isso, para mim era muito significativo. Quando cheguei a casa, ele estava sentado no sofá e pediu-me desculpa, esclarecendo que tinha voltado por minha causa, como eu, tinha imensas saudades. Não resisti, desculpei-o e fui dar-lhe um abraço.                                                                       
Nesse mesmo dia, para celebrar o seu regresso, fomos jantar ao restaurante mais requintado da cidade. Revivemos os momentos em que o meu pai ainda morava connosco. Partilhámos alegria, felicidade, emoções fortes. A melhor coisa que me aconteceu na vida foi, nesse dia, ter reencontrado o meu pai.    

Texto coletivo, elaborado por alunos do 8ºE e do 8ºF, no âmbito do projeto «Ler Mais, Escrever Melhor»

O Reencontro


Mansour Agilah era um jovem rapaz que vivia com os seus pais no Sri Lanka. Tal como grande parte da população do país, Mansour e a sua família tinham péssimas condições de vida, pois neste país dominam as ruas infestadas de lixo, falta de saneamento público, casas em ruínas e, sobretudo, um exagero de pessoas sem abrigo.      
Certo dia, Mansour estava sozinho à noite, na rua, quando três indivíduos com um estranho aspeto passaram por ele e lhe perguntaram se  queria sair do Sri Lanka e ir para a Europa para ter uma vida melhor. Mansour respondeu negativamente, pois a vida dele só fazia sentido se estivesse com os pais. Contudo, os três indivíduos agarraram-no e levaram-no violentamente para um armazém afastao de toda a população.
Nesse mesmo armazém, encontrava-se uma bela jovem chamada Aleinad Agirrab. Mansour reconheceu a rapariga de algum lado. Minutos depois, lembrou-se que o pai de Aleinad lha tinha prometido como noiva, quando fizesse quinze anos. Porém, a rapariga desaparecera, pois também ela havia sido raptada por aqueles três indivíduos.
Ao tentar aproximar-se da rapariga, sentiu-se um tremor de terra. A confusão estava lançada e Mansour aproveitou o caos gerado naquele armazém para escapar com Aleinad. Agarrou na mão da rapariga e fugiram. Já longe daquele local, finalmente respiraram de alívio. Aleinad olhou-o nos olhos, agradeceu-lhe e abraçou-o. Nesse preciso momento, sentiram que estavam destinados um para o outro.

Texto coletivo, elaborado por alunos do 8ºE e do 8ºF, no âmbito do projeto «Ler Mais, Escrever Melhor»