
Foi numa das suas margens que me sentei e observei, mais atentamente, as nuvens que desenhavam no céu imagens humanas e de animais.
Nessa contemplação, apercebi-me do chilrear das pequenas aves que, no alto das árvores, pareciam cantar um hino à mãe natureza. Foi então que me assaltou um pensamento inquietante e me perguntei: Será que um dia também os meus filhos e netos poderão desfrutar destas maravilhas da natureza?
Esta interrogação deixou em mim um sentimento misto de alegria e de tristeza.
Era um lago rodeado de densa vegetação , que cobria de verde todas aquelas montanhas. Logo que o vi, tive a sensação que já ali tinha estado. A brisa que vinha em direção a mim acalmava-me, fazia-me sentir tão pura como uma flor na primavera. A temperatura mantinha-se agradável . O sol brilhava sobre as águas serenas e cristalinas como os olhos de uma criança na noite de Natal. Estas, lentamente, iam e vinham, sem pressa . Havia pequenas nuvens brancas no céu infinito. O movimento das folhas causava um som ponderado como o cair de uma folha caduca no outono .
Toda aquela calma fazia-me lembrar os passeios de domingo junto ao rio , com o meu avô , enquanto ele caçava borboletas para a sua famosa coleção.
Fez-me sentir saudade da minha infância ...
Ana Almeida, 8ºE
As montanhas que vejo são magníficas. À distância podemos ver os cumes lá no alto como que a tentar tocar no céu. A sua estrutura inclinada dá-lhes a ideia de superioridade. A sua cor é castanha e algumas partes estão sobrepostas de ervas reluzentes à luz do Sol.
As nuvens que pairam sobre elas… tão leves, tão frescas. Com formas irregulares a partir das quais uma criança consegue imaginar tudo. E o céu? Bem,… o céu dá-nos vontade de olharmos para cima até vir a noite. Está tão azul, tão bonito. Mas não há Sol? Na verdade não consigo ver o Sol…melhor do que isso! As montanhas mais perto sobressaem com a sua luz. As plantas não conseguem parar de sentir a alegria enquanto que recheadas com a sua ternura.
A água… a água tão pura. A sua cor, onde os nossos olhos por pouco conseguem chegar, é mais clara; no centro, parecendo calma e com harmonia, tem um tom de azul escuro… Já muito p´ra lá dos montes altos de que há pouco falava é verde… não deixando de ser única ao olhar. Quando termina esta sensação… chegamos a terra. Conseguimos ver ainda a nascer no solo as plantas verdes, que mais tarde o cobrirão por completo, representando o início da primavera. À minha direita, vejo uma árvore… Tem o tronco um pouco torto, como que a querer entrar na água. As suas folhas, crianças irrequietas. Com atenção, conseguimos ver a sombra da árvore aconchegada na terra.
Do meu lado esquerdo, vejo uma planta pequena, indefesa na Natureza. A sua sombra também é bem visível na terra e as suas folhas dançam como que ao som de uma música. Queres dizer do vento? Sim… o vento que, ao olharmos para o irrequietismo da água, percebemos que está presente. Não muito forte, daquele que até dá gosto vir uma brisazinha de vez em quando…
Sei o que estão a pensar… um local perfeito? Nem sempre. É bom para estarmos sozinhos ou saborearmos a dádiva da vida com uma pessoa. Tem as suas imperfeições… mas isso quem não as tem?
Essencialmente, esta paisagem traduz paz, sabedoria. Tranquiliza-me ao olhar e sentir a sua beleza.
Nicole Antunes, 8ºE
…Era a paisagem mais bela que eu já tinha visto em toda a minha vida, supostamente no início da primavera. O céu era azul turquesa, com o sol escondido por entre as montanhas, salpicado de nuvens gigantes e todas elas diferentes, brancas como a neve, mas também macias e farfalhudas como o algodão da feira. A água reluzia como uma estrela na Noite de Natal, cristalina, em tons azuis esverdeados, refletindo a imagem da vegetação. Existiam montanhas altas e afuniladas, cobertas de árvores e arbustos de distintos pigmentos verdes, com um toque subtil de branco por cima. A areia era fina e macia, dourada e bege, estendida ao longo da margem do rio, juntamente com pedras trazidas e levadas por aquela água calma e pacífica.
Tudo permanecia em silêncio, porém, aparecia uma brisa serena que dançava por entre as plantas e a água do rio, contagiando a paisagem que eu via. Nesse momento, o rio compunha uma melodia tão linda quanto a dos pássaro a chilrear em liberdade. Lá ia ela, a dançar para outro espaço, voltando a tranquilidade e a paz, pondo tudo no lugar, com clareza e certidão, sossegado e em perfeita harmonia.
Encontrava-me debaixo duma árvore velha, com cerca de cem anos. Ao tocar-lhe senti que era bastante rugosa e com concavidades, as suas folhas tinham diversas irregularidades, eram verdes, mas também amarelas. Conseguia ver todos os cantos e recantos, do lado esquerdo podia ver rochas à superfície de água, encontrando lá peixes vermelhos e dourados, que ao saltarem faziam sons suaves. Não havia grande movimento, pois era uma zona onde não se encontrava perigo, chegando assim à direita, que dava passagem para um bosque por detrás das rochas escarpadas.
A cada passo que dava, sentia-me cada vez mais distante do mundo real, aquele que está poluído, cheio de carros a buzinar, aquele que está degradado pelo Homem. Este sítio é totalmente diferente do mundo em que vivemos, pois aqui consegue-se ouvir o barulho das formigas a comer.
À minha frente, conseguia ver serras mais afuniladas e mais distantes, lembrando manchas castanhas regulares.
Conseguia-se sentir o cheiro da frescura trazida pelos eucaliptos e pelos pinheiros. Este cheiro era tão leve como uma pena que voava ao som duma nota musical. Havia um cheiro que nunca mais se esquece, o cheiro do jasmim, como o movimento de um pincel a pintar numa tela. Leonor Ferreira, 8ºE
Oásis. A água azul céu e verde relva espelha o sol. Nos cumes das montanhas habitam os deuses. As árvores entrelaçam-se no ambiente de paz, fazendo sombra fresca e relaxante. Deitado, escuto o correr da água, o canto dos pássaros e o meu espirito transcende a um estado inexplicável. Este paraiso foi concebido pelas próprias mãos de Deus.
Pedro Latas, 8ºE
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