terça-feira, 10 de abril de 2012

O novo acordo ortográfico: mudança linguística ou enriquecimento de alguns?



O novo acordo ortográfico, ainda me lembro quando comecei a escrever, há oito anos atrás, os “c” e os “p” bem definidos e contornados, mesmo que não pronunciados. É verdade que a língua evolui, como por exemplo o “ph” de “pharmácia” que se transformou em “f”, mas será esta mudança da ortografia uma evolução necessária ou foi puramente um contrato que nos aproximou da variante brasileira para favorecer o estado?
É certo que houve muita gente que beneficiou deste acordo. Novos livros e gramáticas foram impressos e quem disto se aproveitou foram as editoras e afins. No entanto, quem esteve cá, na escola, para aprender e aplicar estas novas regras foram os alunos e professores, sujeitos à vontade do estado! E ainda dizem que o povo manda!? Pelo menos, os alunos e os professores não mandam nada!
Lembraram-se agora, aqueles que se consideram “doutores”, depois do mal estar feito e de todos terem reaprendido a escrever, por mais revoltados que se manifestassem, de se revelar contra as mudanças. Mas isto é normal?! Onde está o bom senso desta gente?! Agora, depois de terem ganho muito, é que alguém se revela contra?! Só falta que o próximo passo seja voltarmos ao antigo acordo! E os prejudicados somos nós, os ensinantes e os ensinados, o ensino que aplica rigorosamente estas regras. E ainda dizem que o povo manda?!
Concluindo, sim, a língua evolui, porém, não haverá coisas que deviam permanecer assim, principalmente quando é para benefício político? Não me parece que aliarmo-nos desta maneira ao Brasil seja algo normal, a não ser, claro, para a carteira dos políticos, mas o que é que eu sei? Sou só uma aluna que nada manda!

Carolina Santos Martins, 8ºE

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