domingo, 29 de abril de 2012

A Liberdade


Um direito,
Uma forma de vida
A palavra que está, ou deveria estar,
Presente em todos nós.

Haverá maior alegria?
Crianças a brincar na rua,
A fazerem as parvoíces da infância,
Sempre a sorrir.

A liberdade,
Aquela sensação que,
Por momentos,
Nos faz feliz.

A vida é curta!
E prescindir da liberdade
É como pegarmos fogo
À nossa própria floresta.

Sentir o vento,
Molharmo-nos à chuva
Sem pronunciar uma única palavra.


A liberdade define-nos,
Mostra-nos a vida,
Para alguns,
É o maior desejo.

Poder sorrir, chorar,
Berrar e ver o céu
Tudo isto é liberdade,
Tudo isto é vida.

Ver um sorriso formar-se
No rosto pálido de uma criança,
Que só agora se proclamou.

Ver o olhar profundo mas aberto,
Como que a pedir ajuda a alguém.
Sofrendo por não ser livre.

Mais do que uma palavra,
Um gesto ou um olhar,
A liberdade é nossa…
… A nossa liberdade.


Nicole Antunes
Nº21 8ºE

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O que é a Liberdade?


Liberdade… Ah… a que sabe a liberdade? A uma coisa doce… que nunca nos fartamos de comer.
O que é a liberdade? É ser um pássaro azul, voar livremente sem direção, sem chegada.
Liberdade é dizer o que pensamos, sem que ninguém nos interrompa. É escrever o que pretendermos.
Antes do 25 de abril, eramos bonecos, marionetas comandadas por grandes fios, explorados por Salazar. Eramos desprezados, sem vida, cheios de preconceitos, tratados como lixo. O 25 de abril mudou muito a vida dos portugueses, mas não os fez esquecer as guerras, as lutas perdidas, as marcas para a vida. Os cravos lançados ao ar, uma visão incrível cheia de brancura.
Hoje em dia, não damos importância a essa liberdade, principalmente nós, os adolescentes, pois não vivemos nesse inferno. Imaginamos como foi, mas acho que nem de perto lá chegamos, só quem viveu sente a dor.
Liberdade é discordar, é sonhar, é realizar… É amor, felicidade, discussão de ideias...
É abraçar sem pedir, é falar sem corrigir…

Liberdade… Ah… Como sabe bem!
Raquel Copeto, 8ºE

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A soma da paixão com a vida é igual a um sorriso



Chamo-me Aleinad, vivo em África, na Namíbia. Tenho apenas 15 anos, há aproximadamente dois anos que fiquei sem os meus pais, pois ambos morreram desidratados e com falta de alimentos.
Amanhã, dia 10 de maio, vou dar um passeio e percorrer os caminhos desertos do país, pode ser que me distraia e me ajude a passar o tempo.
Finalmente chegou o dia, agora estou numa aldeia perto da minha casa. De repente, sem esperar, encontrei um rapaz, tinha aproximadamente a minha idade e começou a falar comigo. Tinha olhos azuis, cabelo castanho escuro e curto, não era muito alto, mas era bastante simpático, alegre e humilde. Não temos muito em comum, pois eu sou alta, tenho os olhos verdes e vivo na solidão, enquanto Divad, o rapaz que conheci, vivia com os pais em Portugal e viera para a Namíbia para embarcar numa aventura de solidariedade e ajuda humanitária.
Nunca tivera um momento tão bom e de tanta alegria em toda a minha vida, sentia-
-me outra pessoa e, pela primeira vez, esbocei o meu primeiro sorriso… não queria parar, pois a alegria que sentia enchia-me todo o coração, parecia que os sentimentos estavam a explodir dentro de mim. Foi magnífico sentir-me acompanhada!
Agora, todas as manhãs eram passadas com os nossos sorrisos, as nossas conversas, as nossas memórias.
Começámos a conviver cada vez com mais frequência, aquele rapaz marcou-me e o meu sorriso também, pois é dos sorrisos que a vida é feita e são as boas recordações que nos fazem lembrar como a vida, para ser vivida, tem de ser sentida.



Daniela Alvarinho, David Sezões

terça-feira, 10 de abril de 2012

O novo acordo ortográfico: mudança linguística ou enriquecimento de alguns?



O novo acordo ortográfico, ainda me lembro quando comecei a escrever, há oito anos atrás, os “c” e os “p” bem definidos e contornados, mesmo que não pronunciados. É verdade que a língua evolui, como por exemplo o “ph” de “pharmácia” que se transformou em “f”, mas será esta mudança da ortografia uma evolução necessária ou foi puramente um contrato que nos aproximou da variante brasileira para favorecer o estado?
É certo que houve muita gente que beneficiou deste acordo. Novos livros e gramáticas foram impressos e quem disto se aproveitou foram as editoras e afins. No entanto, quem esteve cá, na escola, para aprender e aplicar estas novas regras foram os alunos e professores, sujeitos à vontade do estado! E ainda dizem que o povo manda!? Pelo menos, os alunos e os professores não mandam nada!
Lembraram-se agora, aqueles que se consideram “doutores”, depois do mal estar feito e de todos terem reaprendido a escrever, por mais revoltados que se manifestassem, de se revelar contra as mudanças. Mas isto é normal?! Onde está o bom senso desta gente?! Agora, depois de terem ganho muito, é que alguém se revela contra?! Só falta que o próximo passo seja voltarmos ao antigo acordo! E os prejudicados somos nós, os ensinantes e os ensinados, o ensino que aplica rigorosamente estas regras. E ainda dizem que o povo manda?!
Concluindo, sim, a língua evolui, porém, não haverá coisas que deviam permanecer assim, principalmente quando é para benefício político? Não me parece que aliarmo-nos desta maneira ao Brasil seja algo normal, a não ser, claro, para a carteira dos políticos, mas o que é que eu sei? Sou só uma aluna que nada manda!

Carolina Santos Martins, 8ºE

Os quadros da sala de aula



Por regra, todas as salas de aula têm um quadro. Aqueles quadros verdes, cor amarga, nos quais se escreve com giz. Aqueles quadros que todos os professores adoram, ou adoravam. Agora também há aqueles brancos…
Não percebo porque não gostam dos quadros verdes antigos, até porque não se partiam, rachavam, e muito menos faziam aquele barulho irritante para toda a gente. Pensaram pois muito bem em pôr aqueles quadros brancos que se mexem com uma caneta. Para mim, foi uma excelente ideia, até porque é tão fácil e todos os professores sabem trabalhar com eles.
Uma coisa que eu gostava nos quadros antigos era que, para começar a dar a aula, o professor só tinha de fechar as janelas, puxar as cortinas e acender a luz para que todos pudessem ver; mas não, decidiram trocar essa curta espera por uma espera muito, mas muito maior: ligar o computador, ir à Internet para mostrar a página do livro e esperar que a caneta carregue; depois é só mudar a cor da caneta e tentar pôr a borracha. Onde é que já se viu?!
Os alunos odeiam os quadros brancos porque se perde muito tempo de aula. Reparem bem na deceção da cara de um aluno quando vê que o computador não funciona ou que a caneta não escreve. Eu sou contra isso, os alunos a esforçarem-se arduamente para chegar a horas à sala, para depois estarem à espera do quadro?!
Eu resolvia o assunto! Não era cá com quadros brancos ou verdes, eu dispunha os alunos por clube de futebol. Os benfiquistas ficavam com um quadro vermelho, os portistas com quadros azuis e assim sucessivamente… Eu, só não gastava dinheiro em quadros do Sporting, eles que mudassem para o Marítimo que já se arranjava qualquer coisa.
Todos ficariam contentes: enquanto os alunos estavam à espera, debatiam o jogo da noite passada e os professores concordavam.
Para mim, este era o sistema mais correto. As aulas seriam dadas com maior motivação. Estes quadros, cobertos de plástico para não fazerem barulho e de aço, para não se partirem, seriam a nossa salvação! Não era cá quadros verdes e brancos…

Nicole Antunes, 8ºE

Os telemóveis na escola



Atualmente, grande parte dos jovens tem um telemóvel. O problema consiste na altura em que é dado o telemóvel, neste caso, a crianças sem responsabilidade nenhuma e que começam, desde cedo, a afeiçoar-se a este pequeno objeto, causa de bastantes problemas.
Na escola é praticamente um ciclo vicioso: o aluno recebe uma mensagem, vê a mensagem, responde à mensagem, o professor apanha-o com o telemóvel, o aluno inventa uma desculpa esfarrapada, como por exemplo, «Oh professora, estava só a ver as horas!» ou então desata a chorar e o professor entrega-lhe logo o telemóvel. Porém, se o professor o apanha novamente a enviar um SMS, entrega o telemóvel à direção, o que não serve de nada, pois o paizinho ou a mãezinha vai até lá buscá-lo para, logo de seguida, o passar diretamente para a mão do filho que, coitadinho, estava só a ver as horas quando o professor, essa «criatura maléfica, um bandido!», lho tirou.
Em casa, ainda é pior, este pequeno aparelho tem o poder de acompanhar o estudo das cianças e, se tocar, vão logo a correr buscá-lo como se de um bebé a chorar se tratasse, acabando-se logo o estudo.
Em suma, os telemóveis não deviam ter um uso tão excessivo e os pais não deviam comprar telemóveis a crianças com seis ou sete anos para, quando tiverem catorze, andarem nestas andanças... Os paizinhos também não deviam ser tão brandos para com os filhos quando estes são repreendidos na escola, pelo contrário, deviam ser mais exigentes e rígidos; mas, enfim… esta será a próxima geração de adultos no nosso país...
João Fernandes nº 15 8ºE