quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Os nossos poemas no «Faça lá um poema»



Ninguém sabe

Ninguém sabe responder
Ao porquê da existência,
Ao porquê do medo,
Ao porquê do mundo.

Cada um vive
Em função das invenções e das crenças
Que ouviu em criança.

Mas ao crescermos queremos descobrir
O porquê do querer descobrir
O porquê de falarmos
Ao porquê de escrevermos,
Assim, um dia mais tarde
Podemos explicar o que outros não conseguiram.

Ninguém consegue desvendar os segredos
E mesmo que se descubra algo
Não se descobre o porquê da descoberta
E vai sempre existir dúvidas,
Que nem mesmo o destino consegue resolver
Talvez este nem seja real…
Não há provas.


Iremos sempre morrer inconcretizados,
De uma maneira ou de outra,
Quer procuremos as respostas quer não,
O racional vai sempre dar lugar às ilusões.

Podemos até perguntarmo-nos o que é a morte
Sem ser o ciclo da vida,
Mas com que finalidade,
Se nunca obteremos resposta?

Porque nos importarmos
Quando nada se importa connosco?

Ninguém soube
Ninguém sabe
Ninguém saberá.

Limitamo-nos apenas
A seguir os padrões
Que outros que se importaram em impor.
E ao pensar que ultrapassamos algo,
Estamos apenas
A abrir outra pergunta à ignorância humana.

Carolina Martins
nº3 8ºE

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