segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

SOLIDÃO AFRICANA



Estou com uma criança africana, uma criança triste, magoada, desesperada, solitária e cansada de viver, devido à rejeição, nomeadamente ao racismo.
Os seus olhos fundos brilham no meio do seu rosto negro e sujo, um rosto coberto por solidão, tristeza, mágoa e pelo desejo de poder ser uma criança alegre.
Os cabelos ondulados envolvem-lhe todo o rosto, aquecendo a doce pele amargada pelos acontecimentos da vida. Só duas lágrimas nascem dos olhos profundos e cristalinos da triste criança, duas lágrimas puras, límpidas, ternas e da cor de uma nuvem transparente, que reflete a magia e o significado da vida.
Ao fundo, um plano preto arrefece o dia anoitecido, fazendo contraste com a pele da criança, transcrevendo assim a bravura da solidão e pintando a vida da criança de uma cor negra que não preenche os vazios.

Daniela Alvarinho, 8ºE


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