quarta-feira, 11 de abril de 2012

A soma da paixão com a vida é igual a um sorriso



Chamo-me Aleinad, vivo em África, na Namíbia. Tenho apenas 15 anos, há aproximadamente dois anos que fiquei sem os meus pais, pois ambos morreram desidratados e com falta de alimentos.
Amanhã, dia 10 de maio, vou dar um passeio e percorrer os caminhos desertos do país, pode ser que me distraia e me ajude a passar o tempo.
Finalmente chegou o dia, agora estou numa aldeia perto da minha casa. De repente, sem esperar, encontrei um rapaz, tinha aproximadamente a minha idade e começou a falar comigo. Tinha olhos azuis, cabelo castanho escuro e curto, não era muito alto, mas era bastante simpático, alegre e humilde. Não temos muito em comum, pois eu sou alta, tenho os olhos verdes e vivo na solidão, enquanto Divad, o rapaz que conheci, vivia com os pais em Portugal e viera para a Namíbia para embarcar numa aventura de solidariedade e ajuda humanitária.
Nunca tivera um momento tão bom e de tanta alegria em toda a minha vida, sentia-
-me outra pessoa e, pela primeira vez, esbocei o meu primeiro sorriso… não queria parar, pois a alegria que sentia enchia-me todo o coração, parecia que os sentimentos estavam a explodir dentro de mim. Foi magnífico sentir-me acompanhada!
Agora, todas as manhãs eram passadas com os nossos sorrisos, as nossas conversas, as nossas memórias.
Começámos a conviver cada vez com mais frequência, aquele rapaz marcou-me e o meu sorriso também, pois é dos sorrisos que a vida é feita e são as boas recordações que nos fazem lembrar como a vida, para ser vivida, tem de ser sentida.



Daniela Alvarinho, David Sezões

terça-feira, 10 de abril de 2012

O novo acordo ortográfico: mudança linguística ou enriquecimento de alguns?



O novo acordo ortográfico, ainda me lembro quando comecei a escrever, há oito anos atrás, os “c” e os “p” bem definidos e contornados, mesmo que não pronunciados. É verdade que a língua evolui, como por exemplo o “ph” de “pharmácia” que se transformou em “f”, mas será esta mudança da ortografia uma evolução necessária ou foi puramente um contrato que nos aproximou da variante brasileira para favorecer o estado?
É certo que houve muita gente que beneficiou deste acordo. Novos livros e gramáticas foram impressos e quem disto se aproveitou foram as editoras e afins. No entanto, quem esteve cá, na escola, para aprender e aplicar estas novas regras foram os alunos e professores, sujeitos à vontade do estado! E ainda dizem que o povo manda!? Pelo menos, os alunos e os professores não mandam nada!
Lembraram-se agora, aqueles que se consideram “doutores”, depois do mal estar feito e de todos terem reaprendido a escrever, por mais revoltados que se manifestassem, de se revelar contra as mudanças. Mas isto é normal?! Onde está o bom senso desta gente?! Agora, depois de terem ganho muito, é que alguém se revela contra?! Só falta que o próximo passo seja voltarmos ao antigo acordo! E os prejudicados somos nós, os ensinantes e os ensinados, o ensino que aplica rigorosamente estas regras. E ainda dizem que o povo manda?!
Concluindo, sim, a língua evolui, porém, não haverá coisas que deviam permanecer assim, principalmente quando é para benefício político? Não me parece que aliarmo-nos desta maneira ao Brasil seja algo normal, a não ser, claro, para a carteira dos políticos, mas o que é que eu sei? Sou só uma aluna que nada manda!

Carolina Santos Martins, 8ºE

Os quadros da sala de aula



Por regra, todas as salas de aula têm um quadro. Aqueles quadros verdes, cor amarga, nos quais se escreve com giz. Aqueles quadros que todos os professores adoram, ou adoravam. Agora também há aqueles brancos…
Não percebo porque não gostam dos quadros verdes antigos, até porque não se partiam, rachavam, e muito menos faziam aquele barulho irritante para toda a gente. Pensaram pois muito bem em pôr aqueles quadros brancos que se mexem com uma caneta. Para mim, foi uma excelente ideia, até porque é tão fácil e todos os professores sabem trabalhar com eles.
Uma coisa que eu gostava nos quadros antigos era que, para começar a dar a aula, o professor só tinha de fechar as janelas, puxar as cortinas e acender a luz para que todos pudessem ver; mas não, decidiram trocar essa curta espera por uma espera muito, mas muito maior: ligar o computador, ir à Internet para mostrar a página do livro e esperar que a caneta carregue; depois é só mudar a cor da caneta e tentar pôr a borracha. Onde é que já se viu?!
Os alunos odeiam os quadros brancos porque se perde muito tempo de aula. Reparem bem na deceção da cara de um aluno quando vê que o computador não funciona ou que a caneta não escreve. Eu sou contra isso, os alunos a esforçarem-se arduamente para chegar a horas à sala, para depois estarem à espera do quadro?!
Eu resolvia o assunto! Não era cá com quadros brancos ou verdes, eu dispunha os alunos por clube de futebol. Os benfiquistas ficavam com um quadro vermelho, os portistas com quadros azuis e assim sucessivamente… Eu, só não gastava dinheiro em quadros do Sporting, eles que mudassem para o Marítimo que já se arranjava qualquer coisa.
Todos ficariam contentes: enquanto os alunos estavam à espera, debatiam o jogo da noite passada e os professores concordavam.
Para mim, este era o sistema mais correto. As aulas seriam dadas com maior motivação. Estes quadros, cobertos de plástico para não fazerem barulho e de aço, para não se partirem, seriam a nossa salvação! Não era cá quadros verdes e brancos…

Nicole Antunes, 8ºE

Os telemóveis na escola



Atualmente, grande parte dos jovens tem um telemóvel. O problema consiste na altura em que é dado o telemóvel, neste caso, a crianças sem responsabilidade nenhuma e que começam, desde cedo, a afeiçoar-se a este pequeno objeto, causa de bastantes problemas.
Na escola é praticamente um ciclo vicioso: o aluno recebe uma mensagem, vê a mensagem, responde à mensagem, o professor apanha-o com o telemóvel, o aluno inventa uma desculpa esfarrapada, como por exemplo, «Oh professora, estava só a ver as horas!» ou então desata a chorar e o professor entrega-lhe logo o telemóvel. Porém, se o professor o apanha novamente a enviar um SMS, entrega o telemóvel à direção, o que não serve de nada, pois o paizinho ou a mãezinha vai até lá buscá-lo para, logo de seguida, o passar diretamente para a mão do filho que, coitadinho, estava só a ver as horas quando o professor, essa «criatura maléfica, um bandido!», lho tirou.
Em casa, ainda é pior, este pequeno aparelho tem o poder de acompanhar o estudo das cianças e, se tocar, vão logo a correr buscá-lo como se de um bebé a chorar se tratasse, acabando-se logo o estudo.
Em suma, os telemóveis não deviam ter um uso tão excessivo e os pais não deviam comprar telemóveis a crianças com seis ou sete anos para, quando tiverem catorze, andarem nestas andanças... Os paizinhos também não deviam ser tão brandos para com os filhos quando estes são repreendidos na escola, pelo contrário, deviam ser mais exigentes e rígidos; mas, enfim… esta será a próxima geração de adultos no nosso país...
João Fernandes nº 15 8ºE

domingo, 25 de março de 2012

Antes de Começar, de Almada Negreiros





Depois da peça, os nossos comentários...


O desconhecido é assustador. Todos temos medo, insegurança perante uma imagem ou ação. Para quem já esteve diante do medo, a imagem é pequena e para aqueles que já a conseguiram ultrapassar, só sentem um friozinho na barriga. Existem aqueles que, para além de não o conseguirem vencer e dominar, se veem obrigados a afastar-se dele todos os dias. Por outro lado, temos a curiosidade que, de uma forma muito própria, está ligada ao medo. A curiosidade de descobrir novas coisas, de saber o que há para além do medo e da insegurança.
A Boneca desta peça, a pequena Boneca feita de farrapos, sente tudo isto. Na minha opinião, os movimentos que faz são vida. A timidez, o preconceito e a falta de amor representam a nossa sociedade, tão diferente da dos bonecos. Muito para além de ele se mexer, o Boneco queria que ela reagisse. Este Boneco, sempre animado e repleto de esperança, tinha persistência no sangue. Vivem lá no seu Mundo, - fantasia para alguns - num Mundo melhor que o nosso. A Boneca, principalmente, dá valor às pequenas coisas da vida e aos minutos que lhe dedicaram, pois sabe que, pelo menos nesse momento, alguém pensara nela.
Para mim, o título desta peça é muito mais do que três palavras. Simboliza a vida e as diferenças entre os dois Mundos – o nosso, materialista, e o dos bonecos, cheio de pureza. Os bonecos são um símbolo, mais poderosos e amigos que os Homens. Simboliza ainda a diferença entre o coração e a razão, agora predominante na vida.
Gostei desta peça, pois por baixo de todos os fatos e máscaras, tocou-me e fez-me perceber várias coisas. A história, em si, é uma lição de vida e um alerta para todos.
Temos que tentar, ser persistentes e amar o outro. Para tudo ser melhor, temos que tentar. O desconhecido, uma vez dominado, não é nada.

Nicole Antunes, 8ºE



Gostei da peça Antes de Começar, no entanto, foi um pouco desapontante, pois pensei que a peça tivesse outro final.
A peça transmitiu imensos valores que são desprezados e rejeitados nos dias de hoje, sendo esses valores essências e fundamentais para uma sociedade mais feliz, tais como o amor, os sentimentos, a amizade, a autoestima, a valorização das pequenas coisas da vida… entre muitos outros. A dualidade razão-coração também foi analisada, sendo extremamente importante, pois é responsável pelas decisões que tomamos. O significado do título , no meu entender, remete-nos para os bonecos antes do Homem entrar no quarto. Estes mexem-se, falam entre eles, ganham vida, sem ninguém se aperceber, portanto, Antes de Começar traduz a Vida que há entre os bonecos antes de o Homem aparecer.
Foi importante termos visto esta peça tão interessante, pois fez-nos refletir sobre aquilo que falta hoje em dia.

Helena David, 8ºE



No dia 1 de março, assistimos à peça Antes de Começar, de Almada Negreiros, no Teatro Garcia de Resende. Consistia numa história apenas representada por duas personagens, um boneco, nada tímido, que acreditava em si, fazendo contraste com uma boneca extremamente tímida, insegura....
Apesar de esta peça transmitir diversos valores e consistir numa crítica à nossa sociedade materialista, em que muitas vezes o dinheiro vence o coração, penso que a peça foi pouco apelativa a um público menos sentimental.
O título desta peça é Antes de Começar, remetendo-nos, a meu ver, para antes da nossa sociedade se tornar materialista e consumista. A peça é simples, valorizando-se as pequenas coisas; porém a representação da mesma foi muito sentimental e emotiva, acabando com um longo diálogo que nos transportou para a dualidade razão-coração. A representação foi extensa e sem ação , os dois bonecos simplesmente falavam.
Em suma, apesar de ser uma crítica que nos fez refletir sobre os valores, foi representada de uma forma demasiado sentimental, talvez mais adequada a um público mais idealista.

João Fernandes, 8ºE



Eu achei que a peça Antes de Começar foi muito gira. A parte que eu mais gostei foi quando o Boneco começou a explicar à Boneca que se mexeu por ela. Ambos acabam por descobrir que se mexem como as pessoas.
Considerei a peça muito criativa e muito livre, os bonecos podiam mexer-se à vontade e fazer o que quisessem e ambos aprenderam que o coração sabe sempre o que quer. Outra parte que eu também gostei foi logo no início, quando o baú se abriu e começaram-se a ver as mãos e os pés dos dois atores.

Luís Ramalhosa, 8ºE



A peça Antes de Começar, de Almada Negreiros, é uma peça mágica que contém várias lições e críticas que, na minha opinião, retratam as atitudes infantis e puras das crianças que deviam substituir os pensamentos adultos, frios e racionais. Penso também que se trata de uma metáfora para a revolução do vinte e cinco de abril, quando a Boneca refere que foi feita nos tempos livres de quem a fez, que demorou, mas ficou «exatamente igual» à essência do seu criador.
Adorei os valores que a peça transmite, como o amor; a persistência; a valorização das pequenas coisas da vida, aspeto que a sociedade de hoje em dia, dominada pelo pensamento distante e racional do Homem, esqueceu. A ingenuidade do pensamento infantil; a libertação do medo; a simplicidade e a coragem de conhecer o desconhecido deviam ser o guia de todas as mentes, existindo sempre um equilíbrio entre a razão e o coração. No fundo, gostei da peça em si, não esquecendo a parte cenográfica, que combinava com o tema; a simplicidade e a infantilidade sempre presentes.
Na minha opinião, o nome da peça remete-nos para antes do teatro de marionetas começar; por outro lado, pode ter a ver com o período de timidez da vida de cada um, antes de começar a descobrir-se o mundo, representa o antes de se libertar.
Concluindo, apreciei a peça devido às suas variadas lições e críticas à sociedade e também devido à parte visual, que esteve sempre concordante com o assunto e que não se pode esquecer, principalmente quando se fala de teatro.
Carolina Martins, 8ºE

CRIME SCENE



Yesterday evening I was walking down the street towards the cinema when I saw a burglar burgling an old lady with a knife in his hand and the old lady was trying to resist. I tried to stay calm and I hid myself behind a tree and then I called the police, I talked slowly so he couldn’t hear me.
The criminal was about twenty years old, he was very tall and skinny, although very strong. He had fair hair and he was wearing a black shirt, a black cap and a pair of jeans. He was scary because he had big deep eyes and a threatening voice.
I couldn’t wait anymore so I told myself “I’m brave” and I went there. I tried to take off his knife out of his hand and I entertained him while the police arrived. Luckily for me I didn’t have to fight him much longer because the police arrived and arrested him.
Finally the police asked me some questions and thanked me just as the old lady. They took me home because, after all that, I was panicked.

Carolina Martins, 8ºE


I was going home when I saw a crime. I stayed quiet and very surprised when I saw the thieves stealing the shop. The criminals were wearing a black jacket and black jeans. Next I called the police and the criminals were arrested.

Helena David, 8ºE


Yesterday I was going home when suddenly a guy attacked another with a knife, and stole his cellphone. Scared, I decided to hide and call the police. Ten minutes later the police arrived, but the guy wasn’t there anymore, so I told the cops where he had gone and the police caught him. After that I was awarded with one hundred pounds.

Luís Ramalhosa, 8ºE

quinta-feira, 22 de março de 2012

Évora uma vez...























Nas aulas de AAE, preparámos a dramatização de alguns excertos do livro Évora uma vez..., de Francisco Bilou.

No dia 19 de março, no auditório dos Álamos, representámos esses excertos para turmas do 6º e 8º anos, seguindo-se a apresentação do referido livro pelo próprio autor.

Foi uma experiência enriquecedora e gratificante.