terça-feira, 10 de abril de 2012

Os telemóveis na escola



Atualmente, grande parte dos jovens tem um telemóvel. O problema consiste na altura em que é dado o telemóvel, neste caso, a crianças sem responsabilidade nenhuma e que começam, desde cedo, a afeiçoar-se a este pequeno objeto, causa de bastantes problemas.
Na escola é praticamente um ciclo vicioso: o aluno recebe uma mensagem, vê a mensagem, responde à mensagem, o professor apanha-o com o telemóvel, o aluno inventa uma desculpa esfarrapada, como por exemplo, «Oh professora, estava só a ver as horas!» ou então desata a chorar e o professor entrega-lhe logo o telemóvel. Porém, se o professor o apanha novamente a enviar um SMS, entrega o telemóvel à direção, o que não serve de nada, pois o paizinho ou a mãezinha vai até lá buscá-lo para, logo de seguida, o passar diretamente para a mão do filho que, coitadinho, estava só a ver as horas quando o professor, essa «criatura maléfica, um bandido!», lho tirou.
Em casa, ainda é pior, este pequeno aparelho tem o poder de acompanhar o estudo das cianças e, se tocar, vão logo a correr buscá-lo como se de um bebé a chorar se tratasse, acabando-se logo o estudo.
Em suma, os telemóveis não deviam ter um uso tão excessivo e os pais não deviam comprar telemóveis a crianças com seis ou sete anos para, quando tiverem catorze, andarem nestas andanças... Os paizinhos também não deviam ser tão brandos para com os filhos quando estes são repreendidos na escola, pelo contrário, deviam ser mais exigentes e rígidos; mas, enfim… esta será a próxima geração de adultos no nosso país...
João Fernandes nº 15 8ºE

domingo, 25 de março de 2012

Antes de Começar, de Almada Negreiros





Depois da peça, os nossos comentários...


O desconhecido é assustador. Todos temos medo, insegurança perante uma imagem ou ação. Para quem já esteve diante do medo, a imagem é pequena e para aqueles que já a conseguiram ultrapassar, só sentem um friozinho na barriga. Existem aqueles que, para além de não o conseguirem vencer e dominar, se veem obrigados a afastar-se dele todos os dias. Por outro lado, temos a curiosidade que, de uma forma muito própria, está ligada ao medo. A curiosidade de descobrir novas coisas, de saber o que há para além do medo e da insegurança.
A Boneca desta peça, a pequena Boneca feita de farrapos, sente tudo isto. Na minha opinião, os movimentos que faz são vida. A timidez, o preconceito e a falta de amor representam a nossa sociedade, tão diferente da dos bonecos. Muito para além de ele se mexer, o Boneco queria que ela reagisse. Este Boneco, sempre animado e repleto de esperança, tinha persistência no sangue. Vivem lá no seu Mundo, - fantasia para alguns - num Mundo melhor que o nosso. A Boneca, principalmente, dá valor às pequenas coisas da vida e aos minutos que lhe dedicaram, pois sabe que, pelo menos nesse momento, alguém pensara nela.
Para mim, o título desta peça é muito mais do que três palavras. Simboliza a vida e as diferenças entre os dois Mundos – o nosso, materialista, e o dos bonecos, cheio de pureza. Os bonecos são um símbolo, mais poderosos e amigos que os Homens. Simboliza ainda a diferença entre o coração e a razão, agora predominante na vida.
Gostei desta peça, pois por baixo de todos os fatos e máscaras, tocou-me e fez-me perceber várias coisas. A história, em si, é uma lição de vida e um alerta para todos.
Temos que tentar, ser persistentes e amar o outro. Para tudo ser melhor, temos que tentar. O desconhecido, uma vez dominado, não é nada.

Nicole Antunes, 8ºE



Gostei da peça Antes de Começar, no entanto, foi um pouco desapontante, pois pensei que a peça tivesse outro final.
A peça transmitiu imensos valores que são desprezados e rejeitados nos dias de hoje, sendo esses valores essências e fundamentais para uma sociedade mais feliz, tais como o amor, os sentimentos, a amizade, a autoestima, a valorização das pequenas coisas da vida… entre muitos outros. A dualidade razão-coração também foi analisada, sendo extremamente importante, pois é responsável pelas decisões que tomamos. O significado do título , no meu entender, remete-nos para os bonecos antes do Homem entrar no quarto. Estes mexem-se, falam entre eles, ganham vida, sem ninguém se aperceber, portanto, Antes de Começar traduz a Vida que há entre os bonecos antes de o Homem aparecer.
Foi importante termos visto esta peça tão interessante, pois fez-nos refletir sobre aquilo que falta hoje em dia.

Helena David, 8ºE



No dia 1 de março, assistimos à peça Antes de Começar, de Almada Negreiros, no Teatro Garcia de Resende. Consistia numa história apenas representada por duas personagens, um boneco, nada tímido, que acreditava em si, fazendo contraste com uma boneca extremamente tímida, insegura....
Apesar de esta peça transmitir diversos valores e consistir numa crítica à nossa sociedade materialista, em que muitas vezes o dinheiro vence o coração, penso que a peça foi pouco apelativa a um público menos sentimental.
O título desta peça é Antes de Começar, remetendo-nos, a meu ver, para antes da nossa sociedade se tornar materialista e consumista. A peça é simples, valorizando-se as pequenas coisas; porém a representação da mesma foi muito sentimental e emotiva, acabando com um longo diálogo que nos transportou para a dualidade razão-coração. A representação foi extensa e sem ação , os dois bonecos simplesmente falavam.
Em suma, apesar de ser uma crítica que nos fez refletir sobre os valores, foi representada de uma forma demasiado sentimental, talvez mais adequada a um público mais idealista.

João Fernandes, 8ºE



Eu achei que a peça Antes de Começar foi muito gira. A parte que eu mais gostei foi quando o Boneco começou a explicar à Boneca que se mexeu por ela. Ambos acabam por descobrir que se mexem como as pessoas.
Considerei a peça muito criativa e muito livre, os bonecos podiam mexer-se à vontade e fazer o que quisessem e ambos aprenderam que o coração sabe sempre o que quer. Outra parte que eu também gostei foi logo no início, quando o baú se abriu e começaram-se a ver as mãos e os pés dos dois atores.

Luís Ramalhosa, 8ºE



A peça Antes de Começar, de Almada Negreiros, é uma peça mágica que contém várias lições e críticas que, na minha opinião, retratam as atitudes infantis e puras das crianças que deviam substituir os pensamentos adultos, frios e racionais. Penso também que se trata de uma metáfora para a revolução do vinte e cinco de abril, quando a Boneca refere que foi feita nos tempos livres de quem a fez, que demorou, mas ficou «exatamente igual» à essência do seu criador.
Adorei os valores que a peça transmite, como o amor; a persistência; a valorização das pequenas coisas da vida, aspeto que a sociedade de hoje em dia, dominada pelo pensamento distante e racional do Homem, esqueceu. A ingenuidade do pensamento infantil; a libertação do medo; a simplicidade e a coragem de conhecer o desconhecido deviam ser o guia de todas as mentes, existindo sempre um equilíbrio entre a razão e o coração. No fundo, gostei da peça em si, não esquecendo a parte cenográfica, que combinava com o tema; a simplicidade e a infantilidade sempre presentes.
Na minha opinião, o nome da peça remete-nos para antes do teatro de marionetas começar; por outro lado, pode ter a ver com o período de timidez da vida de cada um, antes de começar a descobrir-se o mundo, representa o antes de se libertar.
Concluindo, apreciei a peça devido às suas variadas lições e críticas à sociedade e também devido à parte visual, que esteve sempre concordante com o assunto e que não se pode esquecer, principalmente quando se fala de teatro.
Carolina Martins, 8ºE

CRIME SCENE



Yesterday evening I was walking down the street towards the cinema when I saw a burglar burgling an old lady with a knife in his hand and the old lady was trying to resist. I tried to stay calm and I hid myself behind a tree and then I called the police, I talked slowly so he couldn’t hear me.
The criminal was about twenty years old, he was very tall and skinny, although very strong. He had fair hair and he was wearing a black shirt, a black cap and a pair of jeans. He was scary because he had big deep eyes and a threatening voice.
I couldn’t wait anymore so I told myself “I’m brave” and I went there. I tried to take off his knife out of his hand and I entertained him while the police arrived. Luckily for me I didn’t have to fight him much longer because the police arrived and arrested him.
Finally the police asked me some questions and thanked me just as the old lady. They took me home because, after all that, I was panicked.

Carolina Martins, 8ºE


I was going home when I saw a crime. I stayed quiet and very surprised when I saw the thieves stealing the shop. The criminals were wearing a black jacket and black jeans. Next I called the police and the criminals were arrested.

Helena David, 8ºE


Yesterday I was going home when suddenly a guy attacked another with a knife, and stole his cellphone. Scared, I decided to hide and call the police. Ten minutes later the police arrived, but the guy wasn’t there anymore, so I told the cops where he had gone and the police caught him. After that I was awarded with one hundred pounds.

Luís Ramalhosa, 8ºE

quinta-feira, 22 de março de 2012

Évora uma vez...























Nas aulas de AAE, preparámos a dramatização de alguns excertos do livro Évora uma vez..., de Francisco Bilou.

No dia 19 de março, no auditório dos Álamos, representámos esses excertos para turmas do 6º e 8º anos, seguindo-se a apresentação do referido livro pelo próprio autor.

Foi uma experiência enriquecedora e gratificante.











BRITAIN






No âmbito da disciplina de Inglês, elaborámos trabalhos sobre a Grã-Bretanha que se encontram expostos no polivalente da escola, uma vez que está a decorrer a Semana Cultural.

Países, tradições, gastronomia, geografia, cidades, parques naturais, locais de interesse turístico... ajudam-nos a conhecer melhor a cultura britânica.

No 3º período, decorrerão as apresentações orais que visam melhorar a nossa expressão oral em língua inglesa.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Poema vencedor do «Faça lá um poema» - 3º ciclo, fase escolar



A dormir ou acordado

No mundo imaginário
Tudo pode acontecer
Desde gansos a uivar
E lobos a miar.

Cada um vê o que sente
Desde azul o sol
E vermelha a lua
A noite colorida
E o dia vestido de luto
O céu verde
E a terra a erguer-se violeta.

O que eu sinto
A pessoa ao meu lado não sente
O que eu vejo
A pessoa ao meu lado não vê.

A imaginação é uma bola de sabão
Frágil no seu ser,
Mas difícil na sua composição.

É complicado definir o intocável
Cada um imagina-se de uma maneira especial
Com o seu próprio surreal.


A minha realidade
Pode ser o irreal de alguém
E pode existir também,
Quem, a dormir ou acordado
Partilhe o seu mundo com outros.

Carolina Santos Martins
Nº3 8ºE

Os nossos poemas no «Faça lá um poema»



Ninguém sabe

Ninguém sabe responder
Ao porquê da existência,
Ao porquê do medo,
Ao porquê do mundo.

Cada um vive
Em função das invenções e das crenças
Que ouviu em criança.

Mas ao crescermos queremos descobrir
O porquê do querer descobrir
O porquê de falarmos
Ao porquê de escrevermos,
Assim, um dia mais tarde
Podemos explicar o que outros não conseguiram.

Ninguém consegue desvendar os segredos
E mesmo que se descubra algo
Não se descobre o porquê da descoberta
E vai sempre existir dúvidas,
Que nem mesmo o destino consegue resolver
Talvez este nem seja real…
Não há provas.


Iremos sempre morrer inconcretizados,
De uma maneira ou de outra,
Quer procuremos as respostas quer não,
O racional vai sempre dar lugar às ilusões.

Podemos até perguntarmo-nos o que é a morte
Sem ser o ciclo da vida,
Mas com que finalidade,
Se nunca obteremos resposta?

Porque nos importarmos
Quando nada se importa connosco?

Ninguém soube
Ninguém sabe
Ninguém saberá.

Limitamo-nos apenas
A seguir os padrões
Que outros que se importaram em impor.
E ao pensar que ultrapassamos algo,
Estamos apenas
A abrir outra pergunta à ignorância humana.

Carolina Martins
nº3 8ºE