quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Os nossos poemas no «Faça lá um poema»



Voltam as sombras,
Obscuras, não mostrando o quão frágeis são
Tropeçam umas nas outras,
Com pressa de chegar.

O sentimento começa a invadir-nos
O vento a mudar-nos
Os pássaros cantam tranquilamente
E nós nem damos conta.

No nosso mundo tão preenchido
Ignoramos a chuva,
O olhar e o sorriso
Ou o sol da manhã.

Tão distantes de nós, pensamos,
O que valeria?
Um sofrimento, uma dor,
de nada poderia ajudar
E desistimos.

Quando não sabemos onde estamos,
Como aconteceu ou o que sentir
Refugiamo-nos no nosso canto
Tão pequenino e seguro.


A realidade insiste sobre nós,
E tão determinados a ganhar a luta da vida
Empurramo-la para longe
E observamo-la até às linhas que definem o horizonte.

Sem fundamento ou glória,
Dignidade escassa e rasgada de marcas
As más decisões ,
Aquelas que tomámos há uns tempos atrás
Voltam até o sol se pôr.


E por vezes, é esse o problema
Ficamos a ver o Sol,
Tão perto e fácil de alcançar
Pondo brilho aos nossos olhos

Versos soltos assim o são,
Tal como a vida, um papel ou um simples sapato
De tudo precisamos, mas há uma altura
Em que o desprezo nos ganha e também nós desprezamos.

À noite, quando tentamos fechar os olhos,
Lá vêm os mesmos pensamentos,
As mesmas lágrimas ou alegrias…
Relembramos os momentos mais cem vezes,
E só depois a nossa alma esta satisfeita

Acordamos, e o tempo de liberdade acabou,
O tempo em que podíamos correr nas nuvens,
Ir a Marte e ter aquele alguém que queremos
Acaba.

O pensamento volta, aquele pensamento
que fez com que adormecêssemos mais tarde a noite passada,
como pode ser a cereja no bolo
e a maça envenenada nalguns momentos.

Nicole Antunes, 8ºE

Os nossos poemas no «Faça lá um poema»



A Lua

Por definição: um astro,
Satélite natural da Terra,
Mais pequena, de cor branca
E separada por milhares de quilómetros.

A Lua, feita de queijo para alguns,
Insignificante para outros
E com admiradores de todo o sempre,
É indefinida.

A luz com a qual adormecemos,
E que até há pouco tempo, eu também não ligava,
Ilumina-me agora cada passo que dou,
A cada palavra que proclamo.

Penso na sua luz quando estou feliz,
Emociono-me a olhar para o céu.
Guia-me durante a noite
E nos sonhos mais sensíveis.

É a Lua,
A nossa Lua,
Aquela que nos dá um abraço quando mais ninguém o faz,
Que se apercebe que não estamos bem
E sem proclamar uma única palavra,
Faz com que nos sintamos melhores.

Nicole Antunes,
Nº21 8ºE

OS NOSSOS POEMAS NO «FAÇA LÁ UM POEMA»



As poetisas da turma concorreram ao concurso Faça lá um poema, do Plano Nacional de Leitura, com poemas lindos e profundos que refletem não só o seu gosto pela escrita e pelas palavras, como a sua interioridade, sensibilidade, sonho...


O coração

Comete loucuras,
Actos não pensados,
Processa as instruções do cérebro
E desobedeces-lhe determinado.

Sem ele não vivemos,
Sem ele não existíamos,
É ele que forma o nosso carácter
E define a nossa personalidade.

Sente coisas, jamais sentidas por outro órgão
Bate forte por aquela pessoa especial,
Diz coisas sem dizer
E faz paisagens magnificas.

É destroçado, e sem piedade,
Destroça todo o corpo.
É o nosso ponto fraco,
Aquele que nos deixa dias sem dormir.

Cientificamente, tem uma definição.
Para mim, algo que em nada se enquadra à realidade!
Não é um órgão, é o órgão:
Aquele que nos conta as mais belas histórias,
Aquele que nem sempre entendemos,
Mas sabemos que tem sempre razão.

Deixa-nos imóveis,
Por vezes tristes…
Para compensar, talvez,
Enche-nos de alegria e amor
nos melhores momentos.

É a base de todas as nossas decisões,
As más, as boas, as apaixonadas.
É algo essencial à vida,
Algo que por mais que tentemos,
Não podemos esquecer e retirar dentro de nós.

O coração sente amor, amizade,
Ódio e decepção.
O coração sente as melhoras coisas nos piores momentos.

É Rebelde:
Por vezes, ouvimos um ‘É melhor não!’
E contra todas as leias da física,
Lá fazemos o acto proibido.

Traz zangas, paixões,
Amores eternos e jovens.
O coração prepara-nos para a vida!

Distingue o bem do mal…
O certo do errado
E percebe, numa linguagem própria,
O que o cérebro se esforça para explicar.

O coração é tudo aquilo que nos define!

Nicole Antunes, 8ºE

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O tabaco



Cada vez mais existem fábricas produtoras de tabaco e eu pergunto: Para quê? Na minha opinião, o tabaco não devia ser fabricado, pois não faz falta, antes pelo contrário, é muito prejudicial. Contudo, como ganham muito dinheiro a fabricá-lo, não se acaba com esta terrível produção.
Os homens ou as mulheres que fumam já pensaram nas consequências do tabaco? Além de sofrerem de uma dependência e de estarem a danificar a sua saúde, gastam imenso dinheiro com tal dependência. Se chegassem ao final do ano e somassem as despesas aplicadas neste vício, quase daria para comprar um carro, porém, infelizmente, esse dinheiro vai todo para os fabricantes.
Por isso, penso que a atitude correta seria acabar com as fábricas de tabaco, mas os fabricantes não deixarão que isso aconteça, pois o dinheiro está acima de tudo e há muita gente a ganhar dinheiro com esta produção.
Para terminar, há muitos portugueses que se queixam que estão em crise, contudo, continuam a comprar tabaco...
Diogo Cascalho, 8ºE

sábado, 18 de fevereiro de 2012

What is your favourite destination for holiday? The countryside, the seaside or a big city?









My perfect destination for holiday is the countryside. I’m a simple person and for my holiday I like going to a quiet place where I can be alone and think about things. For some people it’s boring, but for me it’s the ideal place: It’s beautiful and, although people don’t think like that, we can do a lot of things. It’s a nice place to play games, ride a bike and meet new people.
In my opinion, the city is too noisy and people can’t be alone for a long time. It isn’t a good place for holidays because, in my opinion, the whole point of holidays is relaxing and having a good time. In the city we can’t do it.
I also think that the seaside isn’t the best way to spend holidays. Although the beach and the sea are great, I prefer the silence to the noise. However we can do some great things in the seaside too: playing in the sand and building castles is every child’s dream, but I think that we can have the same or even more fun in the countryside.
In conclusion, I think that we can enjoy our holiday, do the same things and talk to other people but in a nicer and quieter place, like the countryside.
Nicole Antunes, 8ºE


The perfect destination for holidays is Hawaii, because it is beautiful and very exotic. It is a good island for a couple to spend their holidays, it is like a paradise.

Daniela Geadas, 8ºE


My perfect destination for holiday is the seaside although I love the city too.
The seaside is the perfect place to relax and forget the problems. The landscape is beautiful, I really like the sea and the sand. The sky is very blue. At sunset the seaside gets very beautiful. My favourite activities there are swimming and playing volleyball.
In the city I never get bored, I have a lot of things to do, for example, going to the cinema or going shopping…
The bad side of the city is the traffic and the confusion, but nothing is perfect.
In the countryside I have nothing to do, the only thing that I really like is the landscape, because it gives us a feeling of calm.
The seaside is the perfect destination for me because there I feel the smooth breeze and the smell of the sea, for me it´s like a paradise.
Marisa Passos, 8ºE






Changes by Leonor



I have changed a lot in the past two years. I look different, I have got a different style and different opinions.
I was much fatter than now. My hair is longer than two years ago. I’m much taller now. I wear make-up and jewellery, I have a lot of jeans and other clothes.
My favourite subjects are the same: History and Sciences.
Two years ago I didn’t go out at night, now I go to birthday parties. I don’t play any sport, but I listen to more music than two years ago, now I listen to different kinds of music.

I'm different now.

Leonor Ferreira, 8ºE

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Falta de cultura desportiva em Portugal



Hoje em dia, verificamos que existe um problema que, desde há muito, perdura em terras lusitanas, que está relacionado com o pouco conhecimento desportivo que a maioria da população tem e que provoca muitos conflitos, mortes, acidentes, feridos... Este problema está mais patente no futebol devido a ser o desporto que atrai mais espetadores e por ter toda uma mística em seu torno, que nem sempre é boa.
Na minha opinião, dever-se-ia aprender um pouco com os ingleses que têm um desportivismo e um fair-play notável! Nos estádios, nos sítios de convívio público raramente se tem problemas entre adeptos, já que estes são de uma correção exemplar. Apoiam as suas equipas, mas não enlouquecem nem perdem o juízo. Por exemplo, na Premier League, tal como em todos os campeonatos, há equipas que são despromovidas, no entanto, são aplaudidas de forma muito nobre e, apesar da tristeza que sentem os adeptos, não começam a partir cadeiras, a incendiar estádios, ao contrário do que algumas vezes acontece no nosso país, em que, por exemplo, no último jogo entre Benfica e Sporting, o estádio da Luz foi incendiado. Dessa vez, foram os apoiantes do Sporting, ainda assim, noutras situações, foram as claques do Benfica, Porto, Braga, Guimarães …
É claro que estou a falar apenas do caso do futebol, mas noutras modalidades, a que já assisti com muito gosto, o mesmo se sucede! Os árbitros são insultados, há confrontos dos adeptos, e ainda se isto pudesse ajudar os jogadores, porém, nem isso, as partidas ficam muito mais tensas e muitíssimo pior disputadas, ou seja, são claramente atitudes desnecessárias. Provavelmente, o râguebi é dos poucos desportos, senão o único, em que a competição é saudável. É verdade que o râguebi não está profissionalizado em Portugal, nem tem tanto dinheiro investido, contudo é o único desporto em que, no final dos jogos, os jogadores, adeptos e treinadores, de ambos os lados, vão jantar, conviver, divertir-se juntos. E não digo isto por ser praticante desta modalidade, digo isto porque é o que penso!
Porque não seguir os exemplos dos ingleses ou do râguebi? Dá que pensar, não dá ?
É obrigatório mudar a mentalidade portuguesa em relação ao desporto, dado que se tem uma forma de pensar demasiado rude e que não se adequa à realidade em que se vive atualmente. Sobretudo, porque senão o fizermos continuaremos a dar conta de mortes, feridos e outras situações desagradáveis.

João Lima, 8ºE