quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O casamento real







União entre Teseu e Hipólita

Ontem, Teseu, o duque de Atenas e Hipólita, a rainha das Amazonas, cessaram as guerras. Estes antigos inimigos festejaram um casamento, que se prolongou pelo resto da noite, no palácio real.
A cerimónia religiosa iniciou-se por volta das dezoito horas e a esta sucedeu-se um banquete que contou com as mais finas iguarias. O serão terminou com a representação de uma peça sobre o romance de Píramo e Tisbe, representada por alguns artesãos atenienses. Neste casamento, que foi importante para a união de ambas as pátrias, o casal partilhou a sua felicidade com outros dois pares de jovens nobres atenienses conhecidos do Duque, que tiveram a oportunidade de selar os votos junto dos atuais Duques de Atenas.
Os recém-casados declararam: “Todos nós concordamos, quando afirmamos calorosamente, aqui e agora, que este é, sem dúvida, o dia mais feliz das nossas vidas e é maravilhoso o facto de o pudermos partilhar com todos os presentes.”


Notícia elaborada por Carolina Martins, Daniela Alvarinho e João Lima, do 8ºE, no âmbito do projeto LER+ Escrever Melhor

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

LAGOA POÉTICA



Era um lugar magnífico. As águas verdes e azuis banhavam o centro da lagoa, onde os peixes cantavam, as algas dançavam e as correntes soavam. A areia dourada, que rodeava a água, era da cor da fidelidade, onde as plantas cresciam, as ervas nasciam e as sombras das plantas mexiam, levadas pela brisa fresca que escorria das nuvens. Ao fundo das águas, avistavam-se as belas montanhas com tamanha beleza, que preenchia a vida de uma paisagem. À direita, uma árvore cantava as músicas de uma criança a crescer, tinha folhagem para embelezar o tronco, que de uma curva brilhante crescia. Só o céu azul era preenchido por uma nuvem branca, que parecia o algodão onde toda a lagoa se deitava, quando as plantas paravam de cantar, as correntes de ondular e a brisa de flutuar.

Daniela Alvarinho, 8ºE

SOLIDÃO AFRICANA



Estou com uma criança africana, uma criança triste, magoada, desesperada, solitária e cansada de viver, devido à rejeição, nomeadamente ao racismo.
Os seus olhos fundos brilham no meio do seu rosto negro e sujo, um rosto coberto por solidão, tristeza, mágoa e pelo desejo de poder ser uma criança alegre.
Os cabelos ondulados envolvem-lhe todo o rosto, aquecendo a doce pele amargada pelos acontecimentos da vida. Só duas lágrimas nascem dos olhos profundos e cristalinos da triste criança, duas lágrimas puras, límpidas, ternas e da cor de uma nuvem transparente, que reflete a magia e o significado da vida.
Ao fundo, um plano preto arrefece o dia anoitecido, fazendo contraste com a pele da criança, transcrevendo assim a bravura da solidão e pintando a vida da criança de uma cor negra que não preenche os vazios.

Daniela Alvarinho, 8ºE


DESCREVENDO... personagens



Olhava bem para ela, aparentemente uma rapariga normal a passear o cão na rua. Tinha uns olhos azuis de forma arredondada que faziam lembrar o mar. A sua pele era clara e pura como a neve. A sua face era oval e tinha um nariz bem definido. As linhas do seu rosto estavam igualmente bem delineadas, como os esboços de um desenho. Tinha um sorriso muito encantador, com uns lábios cor de cereja e finos como os de uma boneca. A sua testa era alongada. Os seus cabelos estavam envoltos num lenço pelo que apenas era visível a sua cor castanho-clara como uma avelã.
Vestia roupa moderna e bonita. O lenço que lhe envolvia o cabelo era roxo, dando-lho um ar elegante. Um grande casacão de tom acastanhado protegia-a do frio. Usava ainda por baixo deste, um outro casaco às riscas brancas e pretas que lhe cobria o vestido preto e justo que fazia sobressair a sua silhueta elegante. Utilizava umas meias cor cinza que, juntamente com as botas pretas, completavam a sua toilete bastante moderna e elegante, num inverno rigoroso.
Passeava um cão pequeno que fazia lembrar um pequeno peluche que, por vezes, recebíamos na infância. Este, também vestido, usava uma blusa preta com uma caveira, talvez para parecer mais agressivo. O seu focinho era negro, a sua testa muito franzida. Os seus olhos eram castanhos de forma arredondada, enquanto as suas orelhas eram pontiagudas. O seu corpo era coberto de pelo curto e áspero, cor creme.

Marisa Passos, 8ºE