sábado, 12 de novembro de 2011

LEITURAS PARTILHADAS



Esta semana foi a vez do David Sezões partilhar um livro com a turma. Selecionou A Pérola, de John Steinbeck, um conceituado escritor norte-americano.

A Pérola constitui uma inesquecível parábola sobre as grandezas e as misérias do mundo tão contraditório em que vivemos. É a história comovente de uma pérola enorme, de como foi descoberta e de como se perdeu… levando com ela os sonhos bons e maus que representava, mas é também a história de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O RECONTO



Anda e Andoar (animais caprinos) são duas personagens do livro Sexta-Feira ou A Vida Selvagem, que temos vindo a explorar na aula de Língua Portuguesa. A relação de Sexta-Feira com estas personagens ilustra bem o respeito que o índio sentia pela vida animal, situando-se não num plano superior , como acontece nas culturas "civilizadas", mas sim num plano de igualdade.

Os textos seguintes são o RECONTO de uma sequência narrativa do referido livro que nos ajuda a perceber essa relação de simbiose entre o homem e o animal.


Do muito gado caprino que existia em Speranza, Sexta-Feira afeiçoou-se especialmente a uma cabrinha que encontrara magoada e que o próprio alimentou e pôs novamente a andar, a cabrinha chamava-se Anda.
A amizade que os dois formaram, à qual Robinson não era indiferente, ganhava cada vez mais vida e cumplicidade, apesar disso, Sexta-Feira sempre garantira que, se quisesse, Anda poderia ir embora.
Certa manhã, o indígena notou alterações comportamentais em Anda e o seu olfato dava-lhe a ideia de um cheiro a bode. Desconfiado, decidiu ficar despertado na noite seguinte, e, eis que apareceu o rei dos bodes, Andoar, com a sua boa compleição física. Este acabou por desaparecer, após o índio ter aprisionado Anda nos seus braços.
No dia seguinte, Sexta-Feira, convicto da sua vitória, decidiu enfrentar Andoar, porém deu-se mal, tendo o bode investido sobre ele e tendo caído sobre plantas que lhe provocaram imensos ferimentos.
Durante vários dias, Sexta-Feira foi obrigado a repousar e, com a ajuda de Anda e Robinson, lá se recompôs, após muitas horas na sua cama de rede. Este ainda estava débil fisicamente e numa manhã denotou a falta da cabrinha. Nesse momento, jurou que teria novo embate com Andoar e recuperaria Anda.
Noutra manhã, lá partiu à procura do bode que, apesar de ser um adversário, até o índio lhe reconhecia qualidades. Novamente, nos rochedos, ocorreu uma luta que teve o mesmo efeito da primeira, ou seja, as investidas do bode foram muito poderosas, no entanto, acabaram por cair ambos no precipício e … Andoar, num ato de bravura, protegeu o adversário do embate, indo o próprio encontrar o abismo.
Ao ver a honrosa atitude, Sexta-Feira prometeu pôr Andoar a voar e a cantar. Cumpriu com essa missão, construindo um papagaio e uma harpa eólica com os restos mortais do bode.
João Lima 8ºE Nº13



As cabras que Robinson havia domesticado, depois da explosão, voltaram ao estado selvagem e eram agora comandadas por um bode rei chamado Andoar.
Um dia, durante uma luta entre um bode e Sexta-Feira, lutas estas que normalmente fazia por divertimento, Sexta-Feira encontrou uma pequena cabrinha que se encontrava ferida, era ainda muito jovem. Sexta-Feira encarregou-se de tratar da cabrinha que, posteriormente, foi batizada como Anda. Sexta-Feira tratou dela a tempo inteiro e fez tudo ao seu alcance para a ajudar a sarar o seu ferimento, por mais que Robinson se opusesse a essa ideia e defendesse que lhe poupariam o sofrimento abatendo-a. Porém, angustiado, ao ver o sofrimento da pobre cabrinha que não se conseguia mexer, Sexta-Feira manteve-se determinado a salvar a vida daquela criatura … até que, finalmente, o seu objetivo viu-se alcançado e Anda conseguiu novamente saltar e correr por cima de tudo no seu caminho.
A relação entre Sexta-Feira e Anda desenvolveu-se rapidamente; Anda acompanhava Sexta-Feira para todo o lado, como sinal de gratidão e de amor e Sexta-Feira divertia-se com esta. Apesar de Robinson defrontar Sexta-Feira com os seus próprios ideais de liberdade e acusá-lo de não permitir que Anda voltasse ao seu meio natural, a sua dedicação ao animal era tão grande que defendia que a cabrinha só estava com ele pois assim o desejava e que, quando quisesse ir, não a impediria de partir.
Um dia, no entanto, Sexta-feira sentiu Anda diferente e no ar pairava um cheiro incomum e muito forte, como o cheiro a bode. Na noite seguinte, ficou desperto e na moita observou o bode Andoar. Anda debateu-se suavemente nos braços de Sexta-feira, sem êxito, pois Sexta -Feira prendera-a. No entanto, veio a arrepender-se e corou de vergonha, lembrando-se do que afirmara perante Robinson.
No dia seguinte, Sexta-Feira partiu em busca do rei dos bodes para uma vitória no desafio contra este. O índio encontrou finalmente Andoar e debateu-se com o mesmo. Consequentemente, sofreu alguns ferimentos causados pelos ataques do bode, pela queda do rochedo e pelos espinhos que aí se encontravam, vendo-se obrigado a abandonar aquele primeiro desafio entre ambos.
Sexta-Feira, mesmo ficando acamado e até quase imobilizado durante algum tempo, não se deixou abater e não se esqueceu do seu objetivo: vencer Andoar, agora principalmente, porque Anda fugira.
Quando ficou curado, procurou novamente o rei dos bodes, porém surpreendeu-se, quando, junto daquela altiva silhueta detetou a presença da sua antiga companheira, a cabrinha Anda.
Sexta-Feira iniciou o desafio com uma pequena provocação, face a isto Andoar agitou-se de uma forma grotesca e avançou em direção ao índio, que num ápice já se encontrava estatelado no chão, tentando evitar outro ataque, porém não se conseguiu aguentar e desfaleceu. Quando se levantou de novo ouviu algo vir contra si, mas antes de cair agarrou-se fortemente ao crânio do bode e não o largou, por mais que rodopiasse e o tentasse atirar. Já num ato de desespero, o índio tapou os olhos ao animal, o que não ajudou, visto que a criatura corria em frente e não parava … até que os dois corpos caíram do precipício.
Quando Robinson, que seguira a luta à distância, chegou ao fundo do precipício, encontrou o corpo abatido de Andoar e Sexta-Feira, de pé, rindo-se da situação, seguido por Anda que lhe lambia a mão. O índio explicou explicou a Robinson que Andoar se sacrificara para lhe salvar a vida, então, em honra de Andoar Sexta-feira prometeu fazê-lo voar e cantar …
Carolina Martins, 8ºE

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A ilha Speranza interpretada por Carolina Martins e Daniela Alvarinho









A ilha de Robinson Crusoe, partindo da leitura de Sexta-Feira ou AVida Selvagem, de Michel Tournier...











RESUMINDO...



A propósito da exploração da obra Sexta-Feira ou A Vida Selvagem, de Michel Tournier, treinou-se a técnica do resumo. Optou-se por resumir a história de Andoar e Anda, que ajuda a perceber a relação do índio Sexta-Feira com os animais. Ficam alguns exemplos dos resumos produzidos.

Certo dia, Sexta-Feira encontrou uma cabrita que acolheu por estar ferida. Batizou-a de Anda. Afeiçoou-se à cabrita e vice-versa, fazenda com que esta nunca mais quisesse pastar sozinha. Um dia, algo estranho aconteceu. Anda estava nos seus braços (como de costume), mas no ar pairava um cheiro a bode. Sexta-feira não se importou com isso, porém, à meia-noite, acordou e viu que um bode o fitava: era Andoar, o rei dos bodes de Speranza. Entretanto, Anda debatia-se nos braços de Sexta-feira como que se quisesse soltar-se, porém, Sexta-feira agarrou-a e não a deixou ir.
No dia seguinte, Sexta-feira faz um colar de lianas mais bonito do que todos os outros que já fizera e foi procurar Andoar com o colar entre dentes, o que simbolizava a vitória que iria ter sobre Andoar. Viu-o no alto de um rochedo onde decorreu uma luta entre ambos, enquanto Anda assistia ao espetáculo. Em certo momento, Andoar parou de lutar, mas Sexta-Feira desequilibrou-se, fazendo-os cair do precipício. Andoar, permanecendo debaixo de Sexta-Feira, protegeu-o, evitando, assim, a sua morte.
Passado alguns dias, com as feridas já saradas, Sexta-Feira foi ver o cadáver de Andoar a que as formigas já tinham tirado a carne, deixando apenas os ossos e a pele com os quais fez uma harpa eólica, enrolando as tripas na carcaça da cabeça e pendurando as várias partes das tripas num cordel, deixando o vento tocar nesta harpa. Com a pele de Andoar fez uma espécie de papagaio (porque tinha um fascinio pelo ar e por voar) que lançou pelo ar dizendo em alto “voa Andoar, voa”.

Pedro Latas, 8ºE


Um dia, Sexta-Feira encontrou uma cabrinha da qual se tornou inseparável. Contudo, esta cabrinha (denominada Anda) começou a ser assediada pelo rei dos bodes (Andoar), abandonando Sexta-Feira. Por isso, Sexta-Feira determinou que iria lutar contra o bode.
Com a ambição de recuperar o amor de Anda, Sexta-Feira saiu ferido e derrotado, querendo uma desforra. Nessa segunda luta entre Sexta-Feira e o bode, ambos caíram num precipício: o bode morreu e Sexta-feira ficou novamente com Anda.
Sexta-feira reconheceu que Andoar lhe salvara a vida pelo facto de ter ficado debaixo de si durante a queda. Deste modo, decidiu homenageá-lo, fabricando um papagaio e uma harpa eólica com os seus restos mortais.

João Fernandes, 8ºE

domingo, 6 de novembro de 2011

CHAT ROOM PALS



Hi! My name is João and I’m 13 years old. I live in Évora with my parents and my sister. I’m studying at EBI André de Resende.
When I’m at home I usually play the guitar and computer games, but on Wednesdays and Fridays I have rugby trainings at the synthetic field that belongs to everybody. These things that I do when I’m not in school are my favourite hobbies. I play rugby at the regional team – CRÉ, translated into English it means Évora’s Rugby Club. I play rugby with my classmate João Lima.
I want to chat with someone who likes sports or computer games but I don’t want to talk with musicians. I usually visit the chat room on Fridays evening and on Sundays in the morning. My email is ... Send me a message!
João Fernandes, 8E



ARRANGEMENTS...




Sam: Hey Sally. This is Sam. How are you?
Sally: I’m fine thanks, and you?
Sam: I’m fine too. Well…Are you doing anything this Friday night?
Sally: I don’t think so, why?
Sam: I’m going bowling with Ben and Megan. Do you want to come?
Sally: Yes, I’d love to. Thanks!
Sam: Why don’t we ask John too?
Sally: OK, I can speak to him, he’s my neighbour.
Sam: Great! We’re meeting outside the bowling club at nine o’clock.
Sally: All right, cya.
João Fernandes

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PARTILHA DE LEITURAS




A ODISSEIA, de João de Barros

Foi a vez do Pedro Latas apresentar o livro que escolheu para leitura autónoma.
A Odisseia, de João de Barros, é uma adaptação em prosa do livro escrito por Homero e narra as aventuras deUlisses, de regresso a Ítaca, após a guerra de Tróia.

COMENTÁRIOS:
A personagem de que mais gostei foi
Ulisses por causa das suas artimanhas, por ser destemido, determinado e corajoso.
As personagens de que menos gostei foram os pretendentes de Penélope porque entraram na casa de Ulisses com a intenção de ter a sua mão, usurpando também o lugar de governador da ilha.
O lugar descrito que mais me impressionou foi o Inferno e Ciclópia.
O momento da acção que gostaria de ter vivido foi a morte dos pretendentes.
Agradou-me o desfecho da história porque acabou com justiça.
Aconselho este livro aos meus amigos porque é um clássico da literatura.
3 boas razões para aconselhar um colega a ler este livro:
1ª: é sobre a Grécia;

2ª: fala de mitologia e de heróis;

3ª: tem aproximadamente 3000 anos (antiguidade do livro).

As frases / expressões que apreciei particularmente e que gostaria de partilhar foram: “...a alegria de tornar a ver o dono matara-o. Sofrera resistindo à dor de vinte anos de ausência. Mas não resistira ao júbilo inesperado da presença de Ulissses.”

A minha opinião em relação a este livro:
É um livro muito interessante. Como fã da mitologia grega, adorei as histórias das ninfas, deuses, sereias...


Pedro Latas, 8ºE