quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O RECONTO



Anda e Andoar (animais caprinos) são duas personagens do livro Sexta-Feira ou A Vida Selvagem, que temos vindo a explorar na aula de Língua Portuguesa. A relação de Sexta-Feira com estas personagens ilustra bem o respeito que o índio sentia pela vida animal, situando-se não num plano superior , como acontece nas culturas "civilizadas", mas sim num plano de igualdade.

Os textos seguintes são o RECONTO de uma sequência narrativa do referido livro que nos ajuda a perceber essa relação de simbiose entre o homem e o animal.


Do muito gado caprino que existia em Speranza, Sexta-Feira afeiçoou-se especialmente a uma cabrinha que encontrara magoada e que o próprio alimentou e pôs novamente a andar, a cabrinha chamava-se Anda.
A amizade que os dois formaram, à qual Robinson não era indiferente, ganhava cada vez mais vida e cumplicidade, apesar disso, Sexta-Feira sempre garantira que, se quisesse, Anda poderia ir embora.
Certa manhã, o indígena notou alterações comportamentais em Anda e o seu olfato dava-lhe a ideia de um cheiro a bode. Desconfiado, decidiu ficar despertado na noite seguinte, e, eis que apareceu o rei dos bodes, Andoar, com a sua boa compleição física. Este acabou por desaparecer, após o índio ter aprisionado Anda nos seus braços.
No dia seguinte, Sexta-Feira, convicto da sua vitória, decidiu enfrentar Andoar, porém deu-se mal, tendo o bode investido sobre ele e tendo caído sobre plantas que lhe provocaram imensos ferimentos.
Durante vários dias, Sexta-Feira foi obrigado a repousar e, com a ajuda de Anda e Robinson, lá se recompôs, após muitas horas na sua cama de rede. Este ainda estava débil fisicamente e numa manhã denotou a falta da cabrinha. Nesse momento, jurou que teria novo embate com Andoar e recuperaria Anda.
Noutra manhã, lá partiu à procura do bode que, apesar de ser um adversário, até o índio lhe reconhecia qualidades. Novamente, nos rochedos, ocorreu uma luta que teve o mesmo efeito da primeira, ou seja, as investidas do bode foram muito poderosas, no entanto, acabaram por cair ambos no precipício e … Andoar, num ato de bravura, protegeu o adversário do embate, indo o próprio encontrar o abismo.
Ao ver a honrosa atitude, Sexta-Feira prometeu pôr Andoar a voar e a cantar. Cumpriu com essa missão, construindo um papagaio e uma harpa eólica com os restos mortais do bode.
João Lima 8ºE Nº13



As cabras que Robinson havia domesticado, depois da explosão, voltaram ao estado selvagem e eram agora comandadas por um bode rei chamado Andoar.
Um dia, durante uma luta entre um bode e Sexta-Feira, lutas estas que normalmente fazia por divertimento, Sexta-Feira encontrou uma pequena cabrinha que se encontrava ferida, era ainda muito jovem. Sexta-Feira encarregou-se de tratar da cabrinha que, posteriormente, foi batizada como Anda. Sexta-Feira tratou dela a tempo inteiro e fez tudo ao seu alcance para a ajudar a sarar o seu ferimento, por mais que Robinson se opusesse a essa ideia e defendesse que lhe poupariam o sofrimento abatendo-a. Porém, angustiado, ao ver o sofrimento da pobre cabrinha que não se conseguia mexer, Sexta-Feira manteve-se determinado a salvar a vida daquela criatura … até que, finalmente, o seu objetivo viu-se alcançado e Anda conseguiu novamente saltar e correr por cima de tudo no seu caminho.
A relação entre Sexta-Feira e Anda desenvolveu-se rapidamente; Anda acompanhava Sexta-Feira para todo o lado, como sinal de gratidão e de amor e Sexta-Feira divertia-se com esta. Apesar de Robinson defrontar Sexta-Feira com os seus próprios ideais de liberdade e acusá-lo de não permitir que Anda voltasse ao seu meio natural, a sua dedicação ao animal era tão grande que defendia que a cabrinha só estava com ele pois assim o desejava e que, quando quisesse ir, não a impediria de partir.
Um dia, no entanto, Sexta-feira sentiu Anda diferente e no ar pairava um cheiro incomum e muito forte, como o cheiro a bode. Na noite seguinte, ficou desperto e na moita observou o bode Andoar. Anda debateu-se suavemente nos braços de Sexta-feira, sem êxito, pois Sexta -Feira prendera-a. No entanto, veio a arrepender-se e corou de vergonha, lembrando-se do que afirmara perante Robinson.
No dia seguinte, Sexta-Feira partiu em busca do rei dos bodes para uma vitória no desafio contra este. O índio encontrou finalmente Andoar e debateu-se com o mesmo. Consequentemente, sofreu alguns ferimentos causados pelos ataques do bode, pela queda do rochedo e pelos espinhos que aí se encontravam, vendo-se obrigado a abandonar aquele primeiro desafio entre ambos.
Sexta-Feira, mesmo ficando acamado e até quase imobilizado durante algum tempo, não se deixou abater e não se esqueceu do seu objetivo: vencer Andoar, agora principalmente, porque Anda fugira.
Quando ficou curado, procurou novamente o rei dos bodes, porém surpreendeu-se, quando, junto daquela altiva silhueta detetou a presença da sua antiga companheira, a cabrinha Anda.
Sexta-Feira iniciou o desafio com uma pequena provocação, face a isto Andoar agitou-se de uma forma grotesca e avançou em direção ao índio, que num ápice já se encontrava estatelado no chão, tentando evitar outro ataque, porém não se conseguiu aguentar e desfaleceu. Quando se levantou de novo ouviu algo vir contra si, mas antes de cair agarrou-se fortemente ao crânio do bode e não o largou, por mais que rodopiasse e o tentasse atirar. Já num ato de desespero, o índio tapou os olhos ao animal, o que não ajudou, visto que a criatura corria em frente e não parava … até que os dois corpos caíram do precipício.
Quando Robinson, que seguira a luta à distância, chegou ao fundo do precipício, encontrou o corpo abatido de Andoar e Sexta-Feira, de pé, rindo-se da situação, seguido por Anda que lhe lambia a mão. O índio explicou explicou a Robinson que Andoar se sacrificara para lhe salvar a vida, então, em honra de Andoar Sexta-feira prometeu fazê-lo voar e cantar …
Carolina Martins, 8ºE

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A ilha Speranza interpretada por Carolina Martins e Daniela Alvarinho









A ilha de Robinson Crusoe, partindo da leitura de Sexta-Feira ou AVida Selvagem, de Michel Tournier...











RESUMINDO...



A propósito da exploração da obra Sexta-Feira ou A Vida Selvagem, de Michel Tournier, treinou-se a técnica do resumo. Optou-se por resumir a história de Andoar e Anda, que ajuda a perceber a relação do índio Sexta-Feira com os animais. Ficam alguns exemplos dos resumos produzidos.

Certo dia, Sexta-Feira encontrou uma cabrita que acolheu por estar ferida. Batizou-a de Anda. Afeiçoou-se à cabrita e vice-versa, fazenda com que esta nunca mais quisesse pastar sozinha. Um dia, algo estranho aconteceu. Anda estava nos seus braços (como de costume), mas no ar pairava um cheiro a bode. Sexta-feira não se importou com isso, porém, à meia-noite, acordou e viu que um bode o fitava: era Andoar, o rei dos bodes de Speranza. Entretanto, Anda debatia-se nos braços de Sexta-feira como que se quisesse soltar-se, porém, Sexta-feira agarrou-a e não a deixou ir.
No dia seguinte, Sexta-feira faz um colar de lianas mais bonito do que todos os outros que já fizera e foi procurar Andoar com o colar entre dentes, o que simbolizava a vitória que iria ter sobre Andoar. Viu-o no alto de um rochedo onde decorreu uma luta entre ambos, enquanto Anda assistia ao espetáculo. Em certo momento, Andoar parou de lutar, mas Sexta-Feira desequilibrou-se, fazendo-os cair do precipício. Andoar, permanecendo debaixo de Sexta-Feira, protegeu-o, evitando, assim, a sua morte.
Passado alguns dias, com as feridas já saradas, Sexta-Feira foi ver o cadáver de Andoar a que as formigas já tinham tirado a carne, deixando apenas os ossos e a pele com os quais fez uma harpa eólica, enrolando as tripas na carcaça da cabeça e pendurando as várias partes das tripas num cordel, deixando o vento tocar nesta harpa. Com a pele de Andoar fez uma espécie de papagaio (porque tinha um fascinio pelo ar e por voar) que lançou pelo ar dizendo em alto “voa Andoar, voa”.

Pedro Latas, 8ºE


Um dia, Sexta-Feira encontrou uma cabrinha da qual se tornou inseparável. Contudo, esta cabrinha (denominada Anda) começou a ser assediada pelo rei dos bodes (Andoar), abandonando Sexta-Feira. Por isso, Sexta-Feira determinou que iria lutar contra o bode.
Com a ambição de recuperar o amor de Anda, Sexta-Feira saiu ferido e derrotado, querendo uma desforra. Nessa segunda luta entre Sexta-Feira e o bode, ambos caíram num precipício: o bode morreu e Sexta-feira ficou novamente com Anda.
Sexta-feira reconheceu que Andoar lhe salvara a vida pelo facto de ter ficado debaixo de si durante a queda. Deste modo, decidiu homenageá-lo, fabricando um papagaio e uma harpa eólica com os seus restos mortais.

João Fernandes, 8ºE

domingo, 6 de novembro de 2011

CHAT ROOM PALS



Hi! My name is João and I’m 13 years old. I live in Évora with my parents and my sister. I’m studying at EBI André de Resende.
When I’m at home I usually play the guitar and computer games, but on Wednesdays and Fridays I have rugby trainings at the synthetic field that belongs to everybody. These things that I do when I’m not in school are my favourite hobbies. I play rugby at the regional team – CRÉ, translated into English it means Évora’s Rugby Club. I play rugby with my classmate João Lima.
I want to chat with someone who likes sports or computer games but I don’t want to talk with musicians. I usually visit the chat room on Fridays evening and on Sundays in the morning. My email is ... Send me a message!
João Fernandes, 8E



ARRANGEMENTS...




Sam: Hey Sally. This is Sam. How are you?
Sally: I’m fine thanks, and you?
Sam: I’m fine too. Well…Are you doing anything this Friday night?
Sally: I don’t think so, why?
Sam: I’m going bowling with Ben and Megan. Do you want to come?
Sally: Yes, I’d love to. Thanks!
Sam: Why don’t we ask John too?
Sally: OK, I can speak to him, he’s my neighbour.
Sam: Great! We’re meeting outside the bowling club at nine o’clock.
Sally: All right, cya.
João Fernandes

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PARTILHA DE LEITURAS




A ODISSEIA, de João de Barros

Foi a vez do Pedro Latas apresentar o livro que escolheu para leitura autónoma.
A Odisseia, de João de Barros, é uma adaptação em prosa do livro escrito por Homero e narra as aventuras deUlisses, de regresso a Ítaca, após a guerra de Tróia.

COMENTÁRIOS:
A personagem de que mais gostei foi
Ulisses por causa das suas artimanhas, por ser destemido, determinado e corajoso.
As personagens de que menos gostei foram os pretendentes de Penélope porque entraram na casa de Ulisses com a intenção de ter a sua mão, usurpando também o lugar de governador da ilha.
O lugar descrito que mais me impressionou foi o Inferno e Ciclópia.
O momento da acção que gostaria de ter vivido foi a morte dos pretendentes.
Agradou-me o desfecho da história porque acabou com justiça.
Aconselho este livro aos meus amigos porque é um clássico da literatura.
3 boas razões para aconselhar um colega a ler este livro:
1ª: é sobre a Grécia;

2ª: fala de mitologia e de heróis;

3ª: tem aproximadamente 3000 anos (antiguidade do livro).

As frases / expressões que apreciei particularmente e que gostaria de partilhar foram: “...a alegria de tornar a ver o dono matara-o. Sofrera resistindo à dor de vinte anos de ausência. Mas não resistira ao júbilo inesperado da presença de Ulissses.”

A minha opinião em relação a este livro:
É um livro muito interessante. Como fã da mitologia grega, adorei as histórias das ninfas, deuses, sereias...


Pedro Latas, 8ºE

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O NOSSO PRIMEIRO CONTACTO COM ANDY WARHOL



No dia 10, segunda-feira, no âmbito da disciplina de Educação Visual, deslocámo-nos à Fundação Eugénio de Almeida para visionarmos uma exposição sobre Andy Warhol, o expoente máximo da POP ART e um dos grandes ícones das artes plásticas norte-americanas.

Quem foi Andy Warhol?

Descendente de imigrantes oriundos da Eslováquia, nasceu em Pittsburgh, nos EUA. Aos 17 anos, em 1945, entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, formando-se em Design. Mudou-se depois para Nova York onde começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como a Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker. Começa então uma carreira de sucesso como artista gráfico ganhando diversos prémios como diretor de arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.
O anos 60 marcaram uma viragem na sua carreira de artista plástico, passando a utilizar motivos e conceitos da publicidade nas suas obras, com o uso de cores fortes, brilhantes e tintas acrílicas. Reinventou a POP ART com a reprodução mecânica dos seus trabalhos. As suas múltiplas serigrafias integram temas do quotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley, Che Guevara e símbolos icónicos da história da arte, como Mona Lisa. Estes temas eram reproduzidos em série com variações de cores.

COMENTÁRIO DA ALUNA DANIELA GEADAS
"Na exposição vimos vários famosos retratados, como Marilyn Monroe , Elvis Presley, etc. Andy possuía uma enorme admiração pela atriz Marylin Monroe, que era uma mulher de extrema elegância e invejável beleza.

Nessa mesma exposição, foi observada e comentada a cadeira elétrica que levava segundos para deixar as pessoas inconscientes ou até mesmo mortas… Andy Warhol chegou a confessar que para assistir a filmes de terror , gostava de se aí sentar. Em alguns quadros, o artista usou um conjunto de latas da marca “Coca-Cola”, uma bebida mundialmente conhecida.
Depois de termos observado todas as obras, deslocámo-nos ao pátio da Fundação para grafitarmos uns logótipos da autoria de Andy Warhol, como os rebuçados do Dr. Bayard e a farinha Branca de Neve."
Daniela Geadas