quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O RECONTO



Anda e Andoar (animais caprinos) são duas personagens do livro Sexta-Feira ou A Vida Selvagem, que temos vindo a explorar na aula de Língua Portuguesa. A relação de Sexta-Feira com estas personagens ilustra bem o respeito que o índio sentia pela vida animal, situando-se não num plano superior , como acontece nas culturas "civilizadas", mas sim num plano de igualdade.

Os textos seguintes são o RECONTO de uma sequência narrativa do referido livro que nos ajuda a perceber essa relação de simbiose entre o homem e o animal.


Do muito gado caprino que existia em Speranza, Sexta-Feira afeiçoou-se especialmente a uma cabrinha que encontrara magoada e que o próprio alimentou e pôs novamente a andar, a cabrinha chamava-se Anda.
A amizade que os dois formaram, à qual Robinson não era indiferente, ganhava cada vez mais vida e cumplicidade, apesar disso, Sexta-Feira sempre garantira que, se quisesse, Anda poderia ir embora.
Certa manhã, o indígena notou alterações comportamentais em Anda e o seu olfato dava-lhe a ideia de um cheiro a bode. Desconfiado, decidiu ficar despertado na noite seguinte, e, eis que apareceu o rei dos bodes, Andoar, com a sua boa compleição física. Este acabou por desaparecer, após o índio ter aprisionado Anda nos seus braços.
No dia seguinte, Sexta-Feira, convicto da sua vitória, decidiu enfrentar Andoar, porém deu-se mal, tendo o bode investido sobre ele e tendo caído sobre plantas que lhe provocaram imensos ferimentos.
Durante vários dias, Sexta-Feira foi obrigado a repousar e, com a ajuda de Anda e Robinson, lá se recompôs, após muitas horas na sua cama de rede. Este ainda estava débil fisicamente e numa manhã denotou a falta da cabrinha. Nesse momento, jurou que teria novo embate com Andoar e recuperaria Anda.
Noutra manhã, lá partiu à procura do bode que, apesar de ser um adversário, até o índio lhe reconhecia qualidades. Novamente, nos rochedos, ocorreu uma luta que teve o mesmo efeito da primeira, ou seja, as investidas do bode foram muito poderosas, no entanto, acabaram por cair ambos no precipício e … Andoar, num ato de bravura, protegeu o adversário do embate, indo o próprio encontrar o abismo.
Ao ver a honrosa atitude, Sexta-Feira prometeu pôr Andoar a voar e a cantar. Cumpriu com essa missão, construindo um papagaio e uma harpa eólica com os restos mortais do bode.
João Lima 8ºE Nº13



As cabras que Robinson havia domesticado, depois da explosão, voltaram ao estado selvagem e eram agora comandadas por um bode rei chamado Andoar.
Um dia, durante uma luta entre um bode e Sexta-Feira, lutas estas que normalmente fazia por divertimento, Sexta-Feira encontrou uma pequena cabrinha que se encontrava ferida, era ainda muito jovem. Sexta-Feira encarregou-se de tratar da cabrinha que, posteriormente, foi batizada como Anda. Sexta-Feira tratou dela a tempo inteiro e fez tudo ao seu alcance para a ajudar a sarar o seu ferimento, por mais que Robinson se opusesse a essa ideia e defendesse que lhe poupariam o sofrimento abatendo-a. Porém, angustiado, ao ver o sofrimento da pobre cabrinha que não se conseguia mexer, Sexta-Feira manteve-se determinado a salvar a vida daquela criatura … até que, finalmente, o seu objetivo viu-se alcançado e Anda conseguiu novamente saltar e correr por cima de tudo no seu caminho.
A relação entre Sexta-Feira e Anda desenvolveu-se rapidamente; Anda acompanhava Sexta-Feira para todo o lado, como sinal de gratidão e de amor e Sexta-Feira divertia-se com esta. Apesar de Robinson defrontar Sexta-Feira com os seus próprios ideais de liberdade e acusá-lo de não permitir que Anda voltasse ao seu meio natural, a sua dedicação ao animal era tão grande que defendia que a cabrinha só estava com ele pois assim o desejava e que, quando quisesse ir, não a impediria de partir.
Um dia, no entanto, Sexta-feira sentiu Anda diferente e no ar pairava um cheiro incomum e muito forte, como o cheiro a bode. Na noite seguinte, ficou desperto e na moita observou o bode Andoar. Anda debateu-se suavemente nos braços de Sexta-feira, sem êxito, pois Sexta -Feira prendera-a. No entanto, veio a arrepender-se e corou de vergonha, lembrando-se do que afirmara perante Robinson.
No dia seguinte, Sexta-Feira partiu em busca do rei dos bodes para uma vitória no desafio contra este. O índio encontrou finalmente Andoar e debateu-se com o mesmo. Consequentemente, sofreu alguns ferimentos causados pelos ataques do bode, pela queda do rochedo e pelos espinhos que aí se encontravam, vendo-se obrigado a abandonar aquele primeiro desafio entre ambos.
Sexta-Feira, mesmo ficando acamado e até quase imobilizado durante algum tempo, não se deixou abater e não se esqueceu do seu objetivo: vencer Andoar, agora principalmente, porque Anda fugira.
Quando ficou curado, procurou novamente o rei dos bodes, porém surpreendeu-se, quando, junto daquela altiva silhueta detetou a presença da sua antiga companheira, a cabrinha Anda.
Sexta-Feira iniciou o desafio com uma pequena provocação, face a isto Andoar agitou-se de uma forma grotesca e avançou em direção ao índio, que num ápice já se encontrava estatelado no chão, tentando evitar outro ataque, porém não se conseguiu aguentar e desfaleceu. Quando se levantou de novo ouviu algo vir contra si, mas antes de cair agarrou-se fortemente ao crânio do bode e não o largou, por mais que rodopiasse e o tentasse atirar. Já num ato de desespero, o índio tapou os olhos ao animal, o que não ajudou, visto que a criatura corria em frente e não parava … até que os dois corpos caíram do precipício.
Quando Robinson, que seguira a luta à distância, chegou ao fundo do precipício, encontrou o corpo abatido de Andoar e Sexta-Feira, de pé, rindo-se da situação, seguido por Anda que lhe lambia a mão. O índio explicou explicou a Robinson que Andoar se sacrificara para lhe salvar a vida, então, em honra de Andoar Sexta-feira prometeu fazê-lo voar e cantar …
Carolina Martins, 8ºE

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A ilha Speranza interpretada por Carolina Martins e Daniela Alvarinho









A ilha de Robinson Crusoe, partindo da leitura de Sexta-Feira ou AVida Selvagem, de Michel Tournier...











RESUMINDO...



A propósito da exploração da obra Sexta-Feira ou A Vida Selvagem, de Michel Tournier, treinou-se a técnica do resumo. Optou-se por resumir a história de Andoar e Anda, que ajuda a perceber a relação do índio Sexta-Feira com os animais. Ficam alguns exemplos dos resumos produzidos.

Certo dia, Sexta-Feira encontrou uma cabrita que acolheu por estar ferida. Batizou-a de Anda. Afeiçoou-se à cabrita e vice-versa, fazenda com que esta nunca mais quisesse pastar sozinha. Um dia, algo estranho aconteceu. Anda estava nos seus braços (como de costume), mas no ar pairava um cheiro a bode. Sexta-feira não se importou com isso, porém, à meia-noite, acordou e viu que um bode o fitava: era Andoar, o rei dos bodes de Speranza. Entretanto, Anda debatia-se nos braços de Sexta-feira como que se quisesse soltar-se, porém, Sexta-feira agarrou-a e não a deixou ir.
No dia seguinte, Sexta-feira faz um colar de lianas mais bonito do que todos os outros que já fizera e foi procurar Andoar com o colar entre dentes, o que simbolizava a vitória que iria ter sobre Andoar. Viu-o no alto de um rochedo onde decorreu uma luta entre ambos, enquanto Anda assistia ao espetáculo. Em certo momento, Andoar parou de lutar, mas Sexta-Feira desequilibrou-se, fazendo-os cair do precipício. Andoar, permanecendo debaixo de Sexta-Feira, protegeu-o, evitando, assim, a sua morte.
Passado alguns dias, com as feridas já saradas, Sexta-Feira foi ver o cadáver de Andoar a que as formigas já tinham tirado a carne, deixando apenas os ossos e a pele com os quais fez uma harpa eólica, enrolando as tripas na carcaça da cabeça e pendurando as várias partes das tripas num cordel, deixando o vento tocar nesta harpa. Com a pele de Andoar fez uma espécie de papagaio (porque tinha um fascinio pelo ar e por voar) que lançou pelo ar dizendo em alto “voa Andoar, voa”.

Pedro Latas, 8ºE


Um dia, Sexta-Feira encontrou uma cabrinha da qual se tornou inseparável. Contudo, esta cabrinha (denominada Anda) começou a ser assediada pelo rei dos bodes (Andoar), abandonando Sexta-Feira. Por isso, Sexta-Feira determinou que iria lutar contra o bode.
Com a ambição de recuperar o amor de Anda, Sexta-Feira saiu ferido e derrotado, querendo uma desforra. Nessa segunda luta entre Sexta-Feira e o bode, ambos caíram num precipício: o bode morreu e Sexta-feira ficou novamente com Anda.
Sexta-feira reconheceu que Andoar lhe salvara a vida pelo facto de ter ficado debaixo de si durante a queda. Deste modo, decidiu homenageá-lo, fabricando um papagaio e uma harpa eólica com os seus restos mortais.

João Fernandes, 8ºE

domingo, 6 de novembro de 2011

CHAT ROOM PALS



Hi! My name is João and I’m 13 years old. I live in Évora with my parents and my sister. I’m studying at EBI André de Resende.
When I’m at home I usually play the guitar and computer games, but on Wednesdays and Fridays I have rugby trainings at the synthetic field that belongs to everybody. These things that I do when I’m not in school are my favourite hobbies. I play rugby at the regional team – CRÉ, translated into English it means Évora’s Rugby Club. I play rugby with my classmate João Lima.
I want to chat with someone who likes sports or computer games but I don’t want to talk with musicians. I usually visit the chat room on Fridays evening and on Sundays in the morning. My email is ... Send me a message!
João Fernandes, 8E



ARRANGEMENTS...




Sam: Hey Sally. This is Sam. How are you?
Sally: I’m fine thanks, and you?
Sam: I’m fine too. Well…Are you doing anything this Friday night?
Sally: I don’t think so, why?
Sam: I’m going bowling with Ben and Megan. Do you want to come?
Sally: Yes, I’d love to. Thanks!
Sam: Why don’t we ask John too?
Sally: OK, I can speak to him, he’s my neighbour.
Sam: Great! We’re meeting outside the bowling club at nine o’clock.
Sally: All right, cya.
João Fernandes

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PARTILHA DE LEITURAS




A ODISSEIA, de João de Barros

Foi a vez do Pedro Latas apresentar o livro que escolheu para leitura autónoma.
A Odisseia, de João de Barros, é uma adaptação em prosa do livro escrito por Homero e narra as aventuras deUlisses, de regresso a Ítaca, após a guerra de Tróia.

COMENTÁRIOS:
A personagem de que mais gostei foi
Ulisses por causa das suas artimanhas, por ser destemido, determinado e corajoso.
As personagens de que menos gostei foram os pretendentes de Penélope porque entraram na casa de Ulisses com a intenção de ter a sua mão, usurpando também o lugar de governador da ilha.
O lugar descrito que mais me impressionou foi o Inferno e Ciclópia.
O momento da acção que gostaria de ter vivido foi a morte dos pretendentes.
Agradou-me o desfecho da história porque acabou com justiça.
Aconselho este livro aos meus amigos porque é um clássico da literatura.
3 boas razões para aconselhar um colega a ler este livro:
1ª: é sobre a Grécia;

2ª: fala de mitologia e de heróis;

3ª: tem aproximadamente 3000 anos (antiguidade do livro).

As frases / expressões que apreciei particularmente e que gostaria de partilhar foram: “...a alegria de tornar a ver o dono matara-o. Sofrera resistindo à dor de vinte anos de ausência. Mas não resistira ao júbilo inesperado da presença de Ulissses.”

A minha opinião em relação a este livro:
É um livro muito interessante. Como fã da mitologia grega, adorei as histórias das ninfas, deuses, sereias...


Pedro Latas, 8ºE

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O NOSSO PRIMEIRO CONTACTO COM ANDY WARHOL



No dia 10, segunda-feira, no âmbito da disciplina de Educação Visual, deslocámo-nos à Fundação Eugénio de Almeida para visionarmos uma exposição sobre Andy Warhol, o expoente máximo da POP ART e um dos grandes ícones das artes plásticas norte-americanas.

Quem foi Andy Warhol?

Descendente de imigrantes oriundos da Eslováquia, nasceu em Pittsburgh, nos EUA. Aos 17 anos, em 1945, entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, formando-se em Design. Mudou-se depois para Nova York onde começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como a Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker. Começa então uma carreira de sucesso como artista gráfico ganhando diversos prémios como diretor de arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.
O anos 60 marcaram uma viragem na sua carreira de artista plástico, passando a utilizar motivos e conceitos da publicidade nas suas obras, com o uso de cores fortes, brilhantes e tintas acrílicas. Reinventou a POP ART com a reprodução mecânica dos seus trabalhos. As suas múltiplas serigrafias integram temas do quotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley, Che Guevara e símbolos icónicos da história da arte, como Mona Lisa. Estes temas eram reproduzidos em série com variações de cores.

COMENTÁRIO DA ALUNA DANIELA GEADAS
"Na exposição vimos vários famosos retratados, como Marilyn Monroe , Elvis Presley, etc. Andy possuía uma enorme admiração pela atriz Marylin Monroe, que era uma mulher de extrema elegância e invejável beleza.

Nessa mesma exposição, foi observada e comentada a cadeira elétrica que levava segundos para deixar as pessoas inconscientes ou até mesmo mortas… Andy Warhol chegou a confessar que para assistir a filmes de terror , gostava de se aí sentar. Em alguns quadros, o artista usou um conjunto de latas da marca “Coca-Cola”, uma bebida mundialmente conhecida.
Depois de termos observado todas as obras, deslocámo-nos ao pátio da Fundação para grafitarmos uns logótipos da autoria de Andy Warhol, como os rebuçados do Dr. Bayard e a farinha Branca de Neve."
Daniela Geadas









quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MY FREE TIME

Hello! My name is João Santos and I’m 13 years old. I live in Évora with my mother and I haven’t got any brothers or sisters. I study in E.B.I. André de Resende.
Some of my outdoor activities are after school and they are playing football three times a week on a football club named "Lusitano Ginásio Clube" with a lot of other guys. I hardly ever go cycling at the park.
My indoor activities are usually doing homework and watching television at home. I sometimes go to the church of S. Brás.
João Santos, 8ºE

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Já começámos a partilhar as nossas leituras!





O João Lima apresentou a sua opinião sobre o livro O Futebol e a Vida, de Manuel Alegre. Trata-se de uma compilação de crónicas que retrata a forma como o povo português “vibrou” com o futebol desde o Euro de 2004 ao Mundial de 2006.


A Daniela Alvarinho falou-nos do livro Sempre do teu lado, de Maria Teresa Maia Gonzalez:

“Gostei bastante deste livro, embora o final seja um pouco triste. Revela a cumplicidade entre o dono e o seu cão. Às vezes as grandes amizades podem não ser só entre pessoas, mas entre animais e pessoas, como acontece neste livro.”

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

QUANDO CRESCER...



Todas as crianças pensam
No que querem ser quando crescerem,
Eu ainda não sei,
Não tenho a menor ideia.

Ter que pagar impostos
As contas da casa,
Ser criança é melhor,
Não temos que pagar nada.

Assumir responsabilidades,
Ir ao banco e ao trabalho
Ser assíduo, pontual
E muito organizado.

Ser criança é liberdade,
É esperança e sonho
Poder fazer
Sem ter que pensar.

Quando a altura chegar
Sentir-me-ei orgulhosa,
Até lá vou viver
Sem nunca ser vaidosa!

Há tantas coisas para fazer,
Antes de crescer
Eu agora divirto-me
E aproveito a valer!

NICOLE ANTUNES, 8ºE (inspirada no poema "Quando eu for grande", de José Mário Branco)

MAIS LEITURAS DO POEMA "LÁGRIMA DE PRETA", DE ANTÓNIO GEDEÃO



O poema «Lágrima de Preta», de António Gedeão, fala-nos sobre a igualdade de direitos e da luta constante contra o racismo. Transmite-nos a mensagem de que somos todos iguais e que não devemos julgar os outros pela aparência ou qualquer diferença para connosco.
O título deste poema justifica-se pois «Lágrima», neste caso, é o que nos vai permitir perceber a ideia principal do texto quando o poeta a analisa e confirma que é uma lágrima igual à nossa; «Preta», para marcar a diferença, simbolizar outra raça, ao lermos o poema percebemos que tirando a cor da pele, é como nós.
Todas as estrofes do poema nos transmitem a mesma ideia, no entanto, na primeira estrofe, o autor encontra a rapariga de cor a chorar, pede-lhe uma lágrima para a analisar, curioso do resultado.
Nas estrofes seguintes, percebemos que a está a analisar e, suspeito em relação ao resultado, faz todos os testes necessários. Porém, na última estrofe, o autor percebe que tal lágrima é igual às nossas lágrimas, o que nos dá uma grande lição de vida:
Não devemos julgar as outras pessoas pela cor, raça, sexo ou simplesmente porque são um pouco diferentes. Temos é que olhar mais fundo, e sem ter que analisar seja o que for, percebemos que são como nós!
NICOLE ANTUNES, 8ºE

Mais leituras do poema "Quando eu for grande", de José Mário Branco



CRESCER...

O tema deste poema é crescer. Um menino que sonhava ser grande e, ao mesmo tempo, permanecer criança. De forma poética, transmite tudo o que quer ser, as suas capacidades, os seus talentos, basicamente o seu feitio
Na primeira estrofe, o poeta transmite-nos que quando for grande quer continuar a ser acariciado e adorado pelas outras pessoas.
Na segunda estrofe, dá-nos a ideia de solidariedade. Quer continuar a ajudar, tanto quanto puder, tentando a chegar a todas as pessoas.
Na terceira estrofe, diz-nos que quando for grande quer ser forte e corajoso para conseguir ultrapassar os obstáculos e concretizar os seus objetivos.
Na quarta estrofe, o autor quer fazer parte da vida de outras pessoas, quer que sintam a sua falta quando não estiver presente, lembrando-o sempre por coisas positivas.
Na quinta estrofe, o rapaz tenta ajudar as pessoas sem fazer distinção, ajudando-as a derrubar os obstáculos.
Nas três estrofes seguintes, o autor faz uma síntese de tudo o que já tinha referido anteriormente. Acentua as ideias do poema de forma mais clara. Porém, na penúltima estrofe, faz como que um suspiro, um pensamento… para na última estrofe nos dizer que quando for grande quer voltar a ser criança para continuar a sonhar sobre o que quer ser!
Neste poema, os recursos expressivos presentes são a comparação ex. «Quando eu for grande quero ser como o rio dessa ponte (…)»; repetição ex. «Quando eu for grande…Quando eu for grande…»

NICOLE ANTUNES, 8ºE


O Tema deste poema é o medo de crescer e as capacidades que uma criança quer adquirir, pois ao longo do poema o sujeito poético vai falando sobre o que quer ser quando for adulto, até que no fim acaba por confessar que não quer crescer.
Na primeira e segunda estrofes, diz-nos que quando crescer quer continuar a receber carinho, tal como se fosse criança, referindo que se quer ” aquecer na mão de qualquer menino”.
Na terceira estrofe, dá-nos a ideia de que quer ser forte. O autor transmite-nos a ideia que todos o podem pisar, mas ele nunca irá gritar, será resistente.
A quarta estrofe dá-nos a entender que quer ser discreto mas, ao mesmo tempo, importante e essencial na vida dos que o cercam: “Quando for grande quero ser/ uma pedra de asfalto/, o que eu estou a fazer/ só se nota quando falto.”
Na quinta estrofe, manifesta o desejo de quando crescer ajudar todos, sem discriminar e sem esperar algo em troca, quer ser “ponte de uma a outra margem “ para unir e aproximar as pessoas.
Na sexta estrofe refere-se ao facto de querer avançar sem esquecer as suas origens e os seus princípios pois, como diz no poema, quer ser como um rio que nunca para de correr mas não esquece a sua fonte.
A sétima e a oitava estrofes reforçam todas as ideias anteriores.
Na nona e na décima estrofes, acaba por confessar que tem receio de crescer, pois nessa mesma estrofe o sujeito poético diz: “Quando eu for grande quero ter/ o tamanho que não tenho/ para nunca deixar de ser/ do meu exato tamanho”.

MARISA PASSOS, 8ºE

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Perseguindo a "Pedra Filosofal" ... seguindo o SONHO que comanda a vida




PEDRA FILOSOFAL
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.


António Gedeão

O próprio título do poema “Pedra Filosofal” é uma metáfora para sonho, visto que é algo inatingível.
O sujeito poético estrutura o poema em quatro estrofes diferentes, começando todas elas com a 3ª pessoa do plural, dando a sensação que a mensagem se dirige a um determinado grupo de pessoas, aqueles que não sabem o que é o sonho.
Nas três primeiras estrofes, o sujeito poético tenta definir, através de metáforas, comparações, enumerações e imagens o sonho, como se pode verificar, respetivamente nos seguintes versos: “O sonho é uma constante da vida”; “como esta pedra cinzenta”; “base, fuste, capitel” e “bichinho álacre e sedento de focinho pontiagudo”. Ainda nas três primeiras estrofes, o sujeito poético tenta mostrar o sonho como algo constante na vida de qualquer ser humano, daí recorrer essencialmente a elementos reais e concretos para provar que o sonho é algo imaterial, mas necessário para o progresso da civilização. Os elementos enumerados traçam uma espécie de viagem pela história da humanidade, desde os tempos da civilização greco-romana, passando pela idade média, pelo renascimento, pelo iluminismo, pela revolução industrial até à idade moderna com a “cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão” e a conquista da lua pelo Homem.
O sujeito poético faz referência a acontecimentos importantes das diferentes épocas da história para mostrar que o sonho é essencial e intemporal à vida humana, visto que sem a presença do sonho nada disto teria sido alcançado, convertendo-se em realidade.
Na estrofe final, parece que o sujeito poético se dirige especificamente a um grupo de Homens, os céticos, que não acreditam no sonho, por isso na conclusão do poema, o sujeito usa advérbios de negação como “não” e “nem”, para acentuar a diferença entre os não sonhadores e os sonhadores, os quais considera como mastros da evolução civilizacional.
O sujeito poético finaliza metaforicamente, associando o sonho à imagem da criança, que representa a inconsciência e a atracão pelo desconhecido, por sua vez a “bola colorida” representa o mundo.
Toda a mensagem poética valoriza o sonho como algo constante, concreto e mágico, que habita dentro de cada pessoa e no qual devemos acreditar e perseguir perpetuamente, tal como os alquimistas perseguiam a pedra filosofal.


Carolina, Martins, 8ºE

Conhecemos um grande poeta... António Gedeão




Lágrima de Preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

A mensagem que o sujeito poético transmite é uma mensagem contra o racismo, onde sujeita a lágrima da preta a múltiplas análises, para provar cientificamente que todo o ser humano é igual. O título do poema sugere o racismo, pois refere-se à lágrima não como uma lágrima vulgar, mas “Lágrima de Preta”, para enfatizar a ideia que quer transmitir.
O sujeito poético utiliza o método científico para se assegurar que cumpre todas as etapas necessárias para que o resultado da sua experiência seja o mais rigoroso possível, de modo a provar a sua hipótese de que não existe diferença entre a essência dos seres humanos.


Carolina Martins, 8ºE

A minha leitura do poema "QUANDO EU FOR GRANDE", de José Mário Branco


Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
P´ra me poder aquecer
Na mão de qualquer menino

Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz
P´ra tudo o que eu sou caber
Na mão de qualquer de vós

Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Tudo em mim se pode erguer
Quando me pisam não grito

Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto
O que lá estou a fazer
Só se nota quando falto

Quando eu for grande quero ser
Ponte de uma a outra margem
Para unir sem escolher
E servir só de passagem

Quando eu for grande quero ser
Como o rio dessa ponte
Nunca parar de correr
Sem nunca esquecer a fonte

Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz

Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto

Quando eu for grande...
Quando eu for grande...

Quando eu for grande quero ter
O tamanho que não tenho
P´ra nunca deixar de ser
Do meu exacto tamanho

José Mário Branco




O tema deste poema transmite-nos a ideia do futuro, das expetativas e dos receios que esta criança tem ao crescer.
Nas duas primeiras estrofes, encontramos a ideia de que o “menino” não quer perder o afeto que tem em criança, por isso, o sujeito poético refere que deseja ser tão pequenino para que qualquer pessoa o possa acarinhar.
Na terceira estrofe, o sujeito poético exprime o seu desejo de ser forte, de nunca desistir mesmo perante as dificuldades, exemplificando metaforicamente com a imagem da “laje de granito”, material naturalmente resistente.
Na quarta estrofe, o sujeito poético quer mostrar que tal como a “pedra do asfalto”quando não está faz falta, também esta criança, quando for grande, quer marcar a diferença.
Na quinta estrofe, o sujeito poético ambiciona construir um futuro altruísta , em que pode ajudar e “unir” toda a gente sem distinção.
Na sexta estrofe existe a ideia de que o sujeito quer seguir para o futuro em liberdade e num movimento contínuo, sem esquecer o passado e as suas origens.
Nas estrofes sete e oito existe uma repetição das ideias anteriormente mencionadas, para as enfatizar.
A penúltima estrofe transmite o receio e o lamento que “o menino” sente por crescer, daí a repetição do pensamento”Quando eu for grande”.
A última estrofe refere o seu desejo de continuar a ser criança, para não perder a capacidade de sonhar, ser acarinhado e não ficar nostálgico.
Análise formal do poema “Quando eu for grande”, de José Mário Branco
Este poema é constituído por dez estrofes, cada estrofe é composta por quatro versos, sendo assim quadras, à exceção da penúltima estrofe, que como é formada por dois versos (dístico).
Nas oito primeiras estrofes e na décima estrofe existe existe rima cruzada. Na nona estrofe o esquema rimático limita-se a (aa), sendo a rima emparelhada. O esquema rimático de todo o poema é: abab/acac/adad/aeae/afaf/agag/abac/adac/hh/aiaj.
No poema existe predominância de sete sílabas métricas (heptassílabo ou redondilha maior), à exceção do primeiro verso de cada estrofe que tem oito sílabas métricas (octossílabo) e da nona estrofe que tem quatro sílabas métricas (tetrassílabo).
Carolina Martins, 8ºE

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"QUANDO EU FOR GRANDE..."



Quando eu for grande quero ser
alta para ensinar
baixa para aprender
e quero ter asas para voar.

Quando eu for grande quero ser
inteligente para perceber
que a tristeza e a dor no mundo
não posso resolver.

Marisa Passos



Quando eu for grande quero ser
uma lágrima nos olhos de alguém
para poder sentir tudo
o que as pessoas sentem.

Quando eu for grande
quero poder modificar as pessoas
para que elas às vezes consigam ver
o meu lado e sentir o que eu sinto.

Helena David

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HELENA

GENDER
: female
AGE: 13
HOMETOWN: Évora, Portugal

MUSIC :
I like classical and pop music. I can play the guitar and I like singing pop songs.
I have a band in my neighbourhood and I sing in it.


FILMS :
I love horror films and comedies, war films are very boring for me.
My favourite film is The Saw.


SPORTS :
I love football and I play in Benfica. I watch much football on TV.
My favourite English team is Arsenal and I'm a Sporting fan.
I like swimming, tennis and others sports. Basketball and volleyball are very ,very boring for me.


SCARED OF...
I ‘m scared of praying. God and locusts are horrible. I’m not afraid of anything else.

HAPPIEST WHEN:
I'm happy when I'm sleeping, when I'm with my friends and my boyfriend and when something special happens to me.


Helena David, 8ºE

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MARISA

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I really like pop music but I can´t play any instrument. I listen to music when I need to relax. My favourite singer is Bruno Mars. I hate heavy metal.


Films
I like comedies and musicals, I don’t like romantic films, they are boring. My favourite film is Dirty Dancing and my favourite actor is Johnny Depp.


Sports
My favourite sport are tennis and voleyball. Now I don’t play any sport because I don’t have time.


Scared of...
I´m scared of snakes.


Happiest when...
I´m happiest when I´m with my family and my friends.

Marisa Passos, 8ºE

domingo, 2 de outubro de 2011

MY WEB PAGE





CAROLINA

GENDER:Female
AGE: 13
HOMETOWN:Évora,Portugal

MUSIC
My favourite music style is pop, specially the pop of the 80’s. I hate heavy metal. About music I just can listen to it, because I’m unable to play any instrument. When I was a little child I had a bad experience with music and music instruments, so since then I hate music, specially playing it. Before that horrible incident I was interested in music and I even considered the chance to learn the violin, but I quickly forgot that idea.

FILMS
I like many different kinds of films such as comedy, science fiction, cartoons and in some cases action films. I think drama films and romantic comedies are boring, predictable and very annoying. I really like the film Avatar. I enjoy seeing Johnny Deep in Pirates of the Caribbean and Alice in Wonderland too. I love his crazy characters; he really knows how to do them.

SPORTS
I don’t like sports very much, so at the moment I don’t play any kind of sport, anyway my favourite sports are swimming, playing tennis and volleyball. I like badminton too.


SCARED OF
I don’t believe in mystical creatures, so I’m not afraid of them. I’m not scared of bugs, some of them just disgust me. I am a little scared of the dark and horror films and I’m afraid of sharks.

HAPPIEST WHEN
I’m happiest when I’m with my family, when I’m going out with my friends, when I’m sleeping or reading an interesting book.


Carolina Martins, 8E

De regresso



Após um período de férias bem merecidas, estamos de volta ao trabalho e à escrita, claro.
À semelhança do ano passado, pretendemos continuar a partilhar textos, atividades e projetos.
Visitem-nos, deixem-nos os vossos comentários. Faz toda a diferença saber que o que escrevemos e fazemos não fica confinado a um simples papel ou caderno, escrevemos para divulgar e partilhar convosco e isso dá outro sentido àquilo que vamos construindo.