quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O NOSSO PRIMEIRO CONTACTO COM ANDY WARHOL



No dia 10, segunda-feira, no âmbito da disciplina de Educação Visual, deslocámo-nos à Fundação Eugénio de Almeida para visionarmos uma exposição sobre Andy Warhol, o expoente máximo da POP ART e um dos grandes ícones das artes plásticas norte-americanas.

Quem foi Andy Warhol?

Descendente de imigrantes oriundos da Eslováquia, nasceu em Pittsburgh, nos EUA. Aos 17 anos, em 1945, entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, formando-se em Design. Mudou-se depois para Nova York onde começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como a Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker. Começa então uma carreira de sucesso como artista gráfico ganhando diversos prémios como diretor de arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.
O anos 60 marcaram uma viragem na sua carreira de artista plástico, passando a utilizar motivos e conceitos da publicidade nas suas obras, com o uso de cores fortes, brilhantes e tintas acrílicas. Reinventou a POP ART com a reprodução mecânica dos seus trabalhos. As suas múltiplas serigrafias integram temas do quotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley, Che Guevara e símbolos icónicos da história da arte, como Mona Lisa. Estes temas eram reproduzidos em série com variações de cores.

COMENTÁRIO DA ALUNA DANIELA GEADAS
"Na exposição vimos vários famosos retratados, como Marilyn Monroe , Elvis Presley, etc. Andy possuía uma enorme admiração pela atriz Marylin Monroe, que era uma mulher de extrema elegância e invejável beleza.

Nessa mesma exposição, foi observada e comentada a cadeira elétrica que levava segundos para deixar as pessoas inconscientes ou até mesmo mortas… Andy Warhol chegou a confessar que para assistir a filmes de terror , gostava de se aí sentar. Em alguns quadros, o artista usou um conjunto de latas da marca “Coca-Cola”, uma bebida mundialmente conhecida.
Depois de termos observado todas as obras, deslocámo-nos ao pátio da Fundação para grafitarmos uns logótipos da autoria de Andy Warhol, como os rebuçados do Dr. Bayard e a farinha Branca de Neve."
Daniela Geadas









quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MY FREE TIME

Hello! My name is João Santos and I’m 13 years old. I live in Évora with my mother and I haven’t got any brothers or sisters. I study in E.B.I. André de Resende.
Some of my outdoor activities are after school and they are playing football three times a week on a football club named "Lusitano Ginásio Clube" with a lot of other guys. I hardly ever go cycling at the park.
My indoor activities are usually doing homework and watching television at home. I sometimes go to the church of S. Brás.
João Santos, 8ºE

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Já começámos a partilhar as nossas leituras!





O João Lima apresentou a sua opinião sobre o livro O Futebol e a Vida, de Manuel Alegre. Trata-se de uma compilação de crónicas que retrata a forma como o povo português “vibrou” com o futebol desde o Euro de 2004 ao Mundial de 2006.


A Daniela Alvarinho falou-nos do livro Sempre do teu lado, de Maria Teresa Maia Gonzalez:

“Gostei bastante deste livro, embora o final seja um pouco triste. Revela a cumplicidade entre o dono e o seu cão. Às vezes as grandes amizades podem não ser só entre pessoas, mas entre animais e pessoas, como acontece neste livro.”

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

QUANDO CRESCER...



Todas as crianças pensam
No que querem ser quando crescerem,
Eu ainda não sei,
Não tenho a menor ideia.

Ter que pagar impostos
As contas da casa,
Ser criança é melhor,
Não temos que pagar nada.

Assumir responsabilidades,
Ir ao banco e ao trabalho
Ser assíduo, pontual
E muito organizado.

Ser criança é liberdade,
É esperança e sonho
Poder fazer
Sem ter que pensar.

Quando a altura chegar
Sentir-me-ei orgulhosa,
Até lá vou viver
Sem nunca ser vaidosa!

Há tantas coisas para fazer,
Antes de crescer
Eu agora divirto-me
E aproveito a valer!

NICOLE ANTUNES, 8ºE (inspirada no poema "Quando eu for grande", de José Mário Branco)

MAIS LEITURAS DO POEMA "LÁGRIMA DE PRETA", DE ANTÓNIO GEDEÃO



O poema «Lágrima de Preta», de António Gedeão, fala-nos sobre a igualdade de direitos e da luta constante contra o racismo. Transmite-nos a mensagem de que somos todos iguais e que não devemos julgar os outros pela aparência ou qualquer diferença para connosco.
O título deste poema justifica-se pois «Lágrima», neste caso, é o que nos vai permitir perceber a ideia principal do texto quando o poeta a analisa e confirma que é uma lágrima igual à nossa; «Preta», para marcar a diferença, simbolizar outra raça, ao lermos o poema percebemos que tirando a cor da pele, é como nós.
Todas as estrofes do poema nos transmitem a mesma ideia, no entanto, na primeira estrofe, o autor encontra a rapariga de cor a chorar, pede-lhe uma lágrima para a analisar, curioso do resultado.
Nas estrofes seguintes, percebemos que a está a analisar e, suspeito em relação ao resultado, faz todos os testes necessários. Porém, na última estrofe, o autor percebe que tal lágrima é igual às nossas lágrimas, o que nos dá uma grande lição de vida:
Não devemos julgar as outras pessoas pela cor, raça, sexo ou simplesmente porque são um pouco diferentes. Temos é que olhar mais fundo, e sem ter que analisar seja o que for, percebemos que são como nós!
NICOLE ANTUNES, 8ºE

Mais leituras do poema "Quando eu for grande", de José Mário Branco



CRESCER...

O tema deste poema é crescer. Um menino que sonhava ser grande e, ao mesmo tempo, permanecer criança. De forma poética, transmite tudo o que quer ser, as suas capacidades, os seus talentos, basicamente o seu feitio
Na primeira estrofe, o poeta transmite-nos que quando for grande quer continuar a ser acariciado e adorado pelas outras pessoas.
Na segunda estrofe, dá-nos a ideia de solidariedade. Quer continuar a ajudar, tanto quanto puder, tentando a chegar a todas as pessoas.
Na terceira estrofe, diz-nos que quando for grande quer ser forte e corajoso para conseguir ultrapassar os obstáculos e concretizar os seus objetivos.
Na quarta estrofe, o autor quer fazer parte da vida de outras pessoas, quer que sintam a sua falta quando não estiver presente, lembrando-o sempre por coisas positivas.
Na quinta estrofe, o rapaz tenta ajudar as pessoas sem fazer distinção, ajudando-as a derrubar os obstáculos.
Nas três estrofes seguintes, o autor faz uma síntese de tudo o que já tinha referido anteriormente. Acentua as ideias do poema de forma mais clara. Porém, na penúltima estrofe, faz como que um suspiro, um pensamento… para na última estrofe nos dizer que quando for grande quer voltar a ser criança para continuar a sonhar sobre o que quer ser!
Neste poema, os recursos expressivos presentes são a comparação ex. «Quando eu for grande quero ser como o rio dessa ponte (…)»; repetição ex. «Quando eu for grande…Quando eu for grande…»

NICOLE ANTUNES, 8ºE


O Tema deste poema é o medo de crescer e as capacidades que uma criança quer adquirir, pois ao longo do poema o sujeito poético vai falando sobre o que quer ser quando for adulto, até que no fim acaba por confessar que não quer crescer.
Na primeira e segunda estrofes, diz-nos que quando crescer quer continuar a receber carinho, tal como se fosse criança, referindo que se quer ” aquecer na mão de qualquer menino”.
Na terceira estrofe, dá-nos a ideia de que quer ser forte. O autor transmite-nos a ideia que todos o podem pisar, mas ele nunca irá gritar, será resistente.
A quarta estrofe dá-nos a entender que quer ser discreto mas, ao mesmo tempo, importante e essencial na vida dos que o cercam: “Quando for grande quero ser/ uma pedra de asfalto/, o que eu estou a fazer/ só se nota quando falto.”
Na quinta estrofe, manifesta o desejo de quando crescer ajudar todos, sem discriminar e sem esperar algo em troca, quer ser “ponte de uma a outra margem “ para unir e aproximar as pessoas.
Na sexta estrofe refere-se ao facto de querer avançar sem esquecer as suas origens e os seus princípios pois, como diz no poema, quer ser como um rio que nunca para de correr mas não esquece a sua fonte.
A sétima e a oitava estrofes reforçam todas as ideias anteriores.
Na nona e na décima estrofes, acaba por confessar que tem receio de crescer, pois nessa mesma estrofe o sujeito poético diz: “Quando eu for grande quero ter/ o tamanho que não tenho/ para nunca deixar de ser/ do meu exato tamanho”.

MARISA PASSOS, 8ºE

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Perseguindo a "Pedra Filosofal" ... seguindo o SONHO que comanda a vida




PEDRA FILOSOFAL
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.


António Gedeão

O próprio título do poema “Pedra Filosofal” é uma metáfora para sonho, visto que é algo inatingível.
O sujeito poético estrutura o poema em quatro estrofes diferentes, começando todas elas com a 3ª pessoa do plural, dando a sensação que a mensagem se dirige a um determinado grupo de pessoas, aqueles que não sabem o que é o sonho.
Nas três primeiras estrofes, o sujeito poético tenta definir, através de metáforas, comparações, enumerações e imagens o sonho, como se pode verificar, respetivamente nos seguintes versos: “O sonho é uma constante da vida”; “como esta pedra cinzenta”; “base, fuste, capitel” e “bichinho álacre e sedento de focinho pontiagudo”. Ainda nas três primeiras estrofes, o sujeito poético tenta mostrar o sonho como algo constante na vida de qualquer ser humano, daí recorrer essencialmente a elementos reais e concretos para provar que o sonho é algo imaterial, mas necessário para o progresso da civilização. Os elementos enumerados traçam uma espécie de viagem pela história da humanidade, desde os tempos da civilização greco-romana, passando pela idade média, pelo renascimento, pelo iluminismo, pela revolução industrial até à idade moderna com a “cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão” e a conquista da lua pelo Homem.
O sujeito poético faz referência a acontecimentos importantes das diferentes épocas da história para mostrar que o sonho é essencial e intemporal à vida humana, visto que sem a presença do sonho nada disto teria sido alcançado, convertendo-se em realidade.
Na estrofe final, parece que o sujeito poético se dirige especificamente a um grupo de Homens, os céticos, que não acreditam no sonho, por isso na conclusão do poema, o sujeito usa advérbios de negação como “não” e “nem”, para acentuar a diferença entre os não sonhadores e os sonhadores, os quais considera como mastros da evolução civilizacional.
O sujeito poético finaliza metaforicamente, associando o sonho à imagem da criança, que representa a inconsciência e a atracão pelo desconhecido, por sua vez a “bola colorida” representa o mundo.
Toda a mensagem poética valoriza o sonho como algo constante, concreto e mágico, que habita dentro de cada pessoa e no qual devemos acreditar e perseguir perpetuamente, tal como os alquimistas perseguiam a pedra filosofal.


Carolina, Martins, 8ºE