segunda-feira, 10 de outubro de 2011

MAIS LEITURAS DO POEMA "LÁGRIMA DE PRETA", DE ANTÓNIO GEDEÃO



O poema «Lágrima de Preta», de António Gedeão, fala-nos sobre a igualdade de direitos e da luta constante contra o racismo. Transmite-nos a mensagem de que somos todos iguais e que não devemos julgar os outros pela aparência ou qualquer diferença para connosco.
O título deste poema justifica-se pois «Lágrima», neste caso, é o que nos vai permitir perceber a ideia principal do texto quando o poeta a analisa e confirma que é uma lágrima igual à nossa; «Preta», para marcar a diferença, simbolizar outra raça, ao lermos o poema percebemos que tirando a cor da pele, é como nós.
Todas as estrofes do poema nos transmitem a mesma ideia, no entanto, na primeira estrofe, o autor encontra a rapariga de cor a chorar, pede-lhe uma lágrima para a analisar, curioso do resultado.
Nas estrofes seguintes, percebemos que a está a analisar e, suspeito em relação ao resultado, faz todos os testes necessários. Porém, na última estrofe, o autor percebe que tal lágrima é igual às nossas lágrimas, o que nos dá uma grande lição de vida:
Não devemos julgar as outras pessoas pela cor, raça, sexo ou simplesmente porque são um pouco diferentes. Temos é que olhar mais fundo, e sem ter que analisar seja o que for, percebemos que são como nós!
NICOLE ANTUNES, 8ºE

Mais leituras do poema "Quando eu for grande", de José Mário Branco



CRESCER...

O tema deste poema é crescer. Um menino que sonhava ser grande e, ao mesmo tempo, permanecer criança. De forma poética, transmite tudo o que quer ser, as suas capacidades, os seus talentos, basicamente o seu feitio
Na primeira estrofe, o poeta transmite-nos que quando for grande quer continuar a ser acariciado e adorado pelas outras pessoas.
Na segunda estrofe, dá-nos a ideia de solidariedade. Quer continuar a ajudar, tanto quanto puder, tentando a chegar a todas as pessoas.
Na terceira estrofe, diz-nos que quando for grande quer ser forte e corajoso para conseguir ultrapassar os obstáculos e concretizar os seus objetivos.
Na quarta estrofe, o autor quer fazer parte da vida de outras pessoas, quer que sintam a sua falta quando não estiver presente, lembrando-o sempre por coisas positivas.
Na quinta estrofe, o rapaz tenta ajudar as pessoas sem fazer distinção, ajudando-as a derrubar os obstáculos.
Nas três estrofes seguintes, o autor faz uma síntese de tudo o que já tinha referido anteriormente. Acentua as ideias do poema de forma mais clara. Porém, na penúltima estrofe, faz como que um suspiro, um pensamento… para na última estrofe nos dizer que quando for grande quer voltar a ser criança para continuar a sonhar sobre o que quer ser!
Neste poema, os recursos expressivos presentes são a comparação ex. «Quando eu for grande quero ser como o rio dessa ponte (…)»; repetição ex. «Quando eu for grande…Quando eu for grande…»

NICOLE ANTUNES, 8ºE


O Tema deste poema é o medo de crescer e as capacidades que uma criança quer adquirir, pois ao longo do poema o sujeito poético vai falando sobre o que quer ser quando for adulto, até que no fim acaba por confessar que não quer crescer.
Na primeira e segunda estrofes, diz-nos que quando crescer quer continuar a receber carinho, tal como se fosse criança, referindo que se quer ” aquecer na mão de qualquer menino”.
Na terceira estrofe, dá-nos a ideia de que quer ser forte. O autor transmite-nos a ideia que todos o podem pisar, mas ele nunca irá gritar, será resistente.
A quarta estrofe dá-nos a entender que quer ser discreto mas, ao mesmo tempo, importante e essencial na vida dos que o cercam: “Quando for grande quero ser/ uma pedra de asfalto/, o que eu estou a fazer/ só se nota quando falto.”
Na quinta estrofe, manifesta o desejo de quando crescer ajudar todos, sem discriminar e sem esperar algo em troca, quer ser “ponte de uma a outra margem “ para unir e aproximar as pessoas.
Na sexta estrofe refere-se ao facto de querer avançar sem esquecer as suas origens e os seus princípios pois, como diz no poema, quer ser como um rio que nunca para de correr mas não esquece a sua fonte.
A sétima e a oitava estrofes reforçam todas as ideias anteriores.
Na nona e na décima estrofes, acaba por confessar que tem receio de crescer, pois nessa mesma estrofe o sujeito poético diz: “Quando eu for grande quero ter/ o tamanho que não tenho/ para nunca deixar de ser/ do meu exato tamanho”.

MARISA PASSOS, 8ºE

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Perseguindo a "Pedra Filosofal" ... seguindo o SONHO que comanda a vida




PEDRA FILOSOFAL
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.


António Gedeão

O próprio título do poema “Pedra Filosofal” é uma metáfora para sonho, visto que é algo inatingível.
O sujeito poético estrutura o poema em quatro estrofes diferentes, começando todas elas com a 3ª pessoa do plural, dando a sensação que a mensagem se dirige a um determinado grupo de pessoas, aqueles que não sabem o que é o sonho.
Nas três primeiras estrofes, o sujeito poético tenta definir, através de metáforas, comparações, enumerações e imagens o sonho, como se pode verificar, respetivamente nos seguintes versos: “O sonho é uma constante da vida”; “como esta pedra cinzenta”; “base, fuste, capitel” e “bichinho álacre e sedento de focinho pontiagudo”. Ainda nas três primeiras estrofes, o sujeito poético tenta mostrar o sonho como algo constante na vida de qualquer ser humano, daí recorrer essencialmente a elementos reais e concretos para provar que o sonho é algo imaterial, mas necessário para o progresso da civilização. Os elementos enumerados traçam uma espécie de viagem pela história da humanidade, desde os tempos da civilização greco-romana, passando pela idade média, pelo renascimento, pelo iluminismo, pela revolução industrial até à idade moderna com a “cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão” e a conquista da lua pelo Homem.
O sujeito poético faz referência a acontecimentos importantes das diferentes épocas da história para mostrar que o sonho é essencial e intemporal à vida humana, visto que sem a presença do sonho nada disto teria sido alcançado, convertendo-se em realidade.
Na estrofe final, parece que o sujeito poético se dirige especificamente a um grupo de Homens, os céticos, que não acreditam no sonho, por isso na conclusão do poema, o sujeito usa advérbios de negação como “não” e “nem”, para acentuar a diferença entre os não sonhadores e os sonhadores, os quais considera como mastros da evolução civilizacional.
O sujeito poético finaliza metaforicamente, associando o sonho à imagem da criança, que representa a inconsciência e a atracão pelo desconhecido, por sua vez a “bola colorida” representa o mundo.
Toda a mensagem poética valoriza o sonho como algo constante, concreto e mágico, que habita dentro de cada pessoa e no qual devemos acreditar e perseguir perpetuamente, tal como os alquimistas perseguiam a pedra filosofal.


Carolina, Martins, 8ºE

Conhecemos um grande poeta... António Gedeão




Lágrima de Preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

A mensagem que o sujeito poético transmite é uma mensagem contra o racismo, onde sujeita a lágrima da preta a múltiplas análises, para provar cientificamente que todo o ser humano é igual. O título do poema sugere o racismo, pois refere-se à lágrima não como uma lágrima vulgar, mas “Lágrima de Preta”, para enfatizar a ideia que quer transmitir.
O sujeito poético utiliza o método científico para se assegurar que cumpre todas as etapas necessárias para que o resultado da sua experiência seja o mais rigoroso possível, de modo a provar a sua hipótese de que não existe diferença entre a essência dos seres humanos.


Carolina Martins, 8ºE

A minha leitura do poema "QUANDO EU FOR GRANDE", de José Mário Branco


Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
P´ra me poder aquecer
Na mão de qualquer menino

Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz
P´ra tudo o que eu sou caber
Na mão de qualquer de vós

Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Tudo em mim se pode erguer
Quando me pisam não grito

Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto
O que lá estou a fazer
Só se nota quando falto

Quando eu for grande quero ser
Ponte de uma a outra margem
Para unir sem escolher
E servir só de passagem

Quando eu for grande quero ser
Como o rio dessa ponte
Nunca parar de correr
Sem nunca esquecer a fonte

Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz

Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto

Quando eu for grande...
Quando eu for grande...

Quando eu for grande quero ter
O tamanho que não tenho
P´ra nunca deixar de ser
Do meu exacto tamanho

José Mário Branco




O tema deste poema transmite-nos a ideia do futuro, das expetativas e dos receios que esta criança tem ao crescer.
Nas duas primeiras estrofes, encontramos a ideia de que o “menino” não quer perder o afeto que tem em criança, por isso, o sujeito poético refere que deseja ser tão pequenino para que qualquer pessoa o possa acarinhar.
Na terceira estrofe, o sujeito poético exprime o seu desejo de ser forte, de nunca desistir mesmo perante as dificuldades, exemplificando metaforicamente com a imagem da “laje de granito”, material naturalmente resistente.
Na quarta estrofe, o sujeito poético quer mostrar que tal como a “pedra do asfalto”quando não está faz falta, também esta criança, quando for grande, quer marcar a diferença.
Na quinta estrofe, o sujeito poético ambiciona construir um futuro altruísta , em que pode ajudar e “unir” toda a gente sem distinção.
Na sexta estrofe existe a ideia de que o sujeito quer seguir para o futuro em liberdade e num movimento contínuo, sem esquecer o passado e as suas origens.
Nas estrofes sete e oito existe uma repetição das ideias anteriormente mencionadas, para as enfatizar.
A penúltima estrofe transmite o receio e o lamento que “o menino” sente por crescer, daí a repetição do pensamento”Quando eu for grande”.
A última estrofe refere o seu desejo de continuar a ser criança, para não perder a capacidade de sonhar, ser acarinhado e não ficar nostálgico.
Análise formal do poema “Quando eu for grande”, de José Mário Branco
Este poema é constituído por dez estrofes, cada estrofe é composta por quatro versos, sendo assim quadras, à exceção da penúltima estrofe, que como é formada por dois versos (dístico).
Nas oito primeiras estrofes e na décima estrofe existe existe rima cruzada. Na nona estrofe o esquema rimático limita-se a (aa), sendo a rima emparelhada. O esquema rimático de todo o poema é: abab/acac/adad/aeae/afaf/agag/abac/adac/hh/aiaj.
No poema existe predominância de sete sílabas métricas (heptassílabo ou redondilha maior), à exceção do primeiro verso de cada estrofe que tem oito sílabas métricas (octossílabo) e da nona estrofe que tem quatro sílabas métricas (tetrassílabo).
Carolina Martins, 8ºE

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"QUANDO EU FOR GRANDE..."



Quando eu for grande quero ser
alta para ensinar
baixa para aprender
e quero ter asas para voar.

Quando eu for grande quero ser
inteligente para perceber
que a tristeza e a dor no mundo
não posso resolver.

Marisa Passos



Quando eu for grande quero ser
uma lágrima nos olhos de alguém
para poder sentir tudo
o que as pessoas sentem.

Quando eu for grande
quero poder modificar as pessoas
para que elas às vezes consigam ver
o meu lado e sentir o que eu sinto.

Helena David

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HELENA

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SCARED OF...
I ‘m scared of praying. God and locusts are horrible. I’m not afraid of anything else.

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Helena David, 8ºE