segunda-feira, 4 de junho de 2012

A LUA DE JOANA


O livro A Lua de Joana, de MariaTeresa Maia Gonzalez,   é uma fonte de lições de vida relativamente aos caminhos que a nossa vida pode tomar e mostra os maus e inesperados resultados das decisões que escolhemos.     
 Nesta obra deparamo-nos com a dificuldade de viver num mundo onde todos os que nos compreendiam tinham mudado ou desaparecido e os que restavam simplesmente viviam indiferentes, encarando-nos como se tudo permanecesse igual.
 Joana era boa aluna e levava uma vida normal, porém, quando a sua amiga Marta morreu, o seu mundo desabou. Viu-se cada vez mais sozinha e desamparada, o seu único consolo era a sua avó Ju, que mais tarde faleceu, e  Diogo que, também desolado, decidiu refugiar-se nas drogas. Todavia, foi quando a sua avó morreu que Joana se viu tentada a entrar no mundo em que o Diogo estava, visto que ele era o único que ainda a compreendia. Foi então que Joana se descontrolou e deixou o vício apoderar-se dela. 
O fim desta história foi trágico e, tal como esta, existem e continuarão a existir muitas outras que acabarão da mesma forma, se houver a ideia de que as drogas poderão não se tornar um vício depois de experimentadas. Se não conhecermos o verdadeiro perigo, podemos acabar como a Joana.

Texto elaborado pelas alunas Marisa Passos e Nicole Antunes, no âmbito da disciplina de Formação Cívica

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Força de expressão, Liberdade



Um toque, um sussurro
um respirar , um tremor
nervosismo inconstante.
Meia-noite incerta
Na balada de um gigante.

Medo com medo
e nada de nada,
uma gargalhada
de rouquidão.
Desespero que contrasta
no choro de solidão.
 
Serei eu,
ou talvez, tu.
Como consequência
de um nós
Que o esquecimento
se encarrega de espezinhar!

Hoje, passo
e pergunto...
e isto, não me mata?
Pelo contrário!
Fortalece-te!
A liberdade não desaparece!

Daniela Geadas, 8ºE

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Liberdade


Liberdade é podermos falar, gritar, cantar,
Sem ninguém nos mandar calar.

Liberdade é podermos escrever
Sem nos censurarem ou mandarem prender.

Liberdade é não escondermos o que somos
Como a laranja não esconde os seus gomos.

Liberdade é podermos lutar
Sem ninguém nas eleições aldrabar.

Mas a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros,
Assim a felicidade será para todos. 
                                                                                                             
Teresa Costa, João Lima e David Sezões, 8ºE

Amor em férias


Numas férias em Paris, numa casa de grandes dimensões, habitavam dois amigos: Pedro e Inês. Era uma casa com três quartos, uma cozinha pequena e moderna e uma sala de estar enorme, acolhedora e rústica. O amor, porém, não era ali bem-vindo, além disso, ninguém o esperava.
  Entretanto, numa tarde fria em que o céu estava negro e a neve ameaçava chegar, Inês e Pedro davam o seu habitual passeio de final de dia, quando, de repente, aparece um rapaz cuja cara, ela conhecia. Era Jorge, seu amigo de infância, com sua irmã, Ana. Pedro ficou encantado com Ana, com o seu sorriso hipnotizante, com os seus olhos verdes como as folhas das rosas e a sua pele branca como a neve. 
   Jorge, por sua vez, ao olhar para Inês, só conseguia lembrar-se das roupas coloridas que ela usava nos tempos de colégio e em quão bonita ela ficara agora. Contudo, Jorge, rapaz tímido, não hesitou em perguntar se era mesmo Inês, pois já tinham passado mais de quinze anos. Após se ter certificado de que era ela, convidou-a para ir dar um passeio ao longo do rio Sena. Recordaram belos tempos de infância e comeram maçãs caramelizadas.
   Jorge sentiu um fogo no peito e, não aguentando mais, beijou Inês. Os seus olhos verdes e cristalinos humedeceram como uma lagoa dançante numa manhã de verão.
Texto elaborado pelas alunas Daniela Barriga e Manuela Ribeiro, do 8ºF, no âmbito do projeto «Ler Mais Escrever Melhor»

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O reencontro


De manhã, quando acordei, o sol já se tinha levantado. Meio ensonada, olhei pela janela do meu quarto. O tempo estava nublado mas, lá no meio de tantas nuvens, surgia o sol com os seus cabelos doirados e a sua luz brilhante que iluminava toda a aldeia.                                                                             
Lavei a cara, vesti o meu vestido azul turquesa, calcei os meus sapatos a condizer e prendi o cabelo com a minha fita branca. Desci as escadas seduzida pelo cheiro do chocolate quente preparado pela minha mãe. Quando cheguei lá abaixo deparei-me com o meu pai, há dois anos que não o via. Senti-me intrigada, olhei-o nos olhos e fui me embora. Agarrou-me na mão e chamou-me “filha”, eu apenas retorqui que era filha da minha mãe, que não tinha pai. Agarrei na mochila e fui para a escola.   
Durante o longo percurso para a escola, sentia-me destroçada por dentro e também com um grande desgosto. Passaram-me diversas ideias pela cabeça, entre as quais mandar o traidor embora, acabar com a minha tristeza encontrando o abismo, porém, queria matar as saudades, dado que este era o meu pai, apesar de me ter abandonado cruelmente.                                                                                          
O dia na escola foi terrível, apesar de ter passado rápido. Não disse nada o dia todo, nem prestei atenção a ninguém, tirando o Ricardo, ao longo do intervalo e, para piorar, fui expulsa das aulas de Português e de Matemática por insultar repetidamente a escola e um colega meu.                                  
Neste momento, estou totalmente consumida e parece que tenho uma chama que arde lentamente e deixa tudo o que se aproxima em cinzas. Aliás, nunca tinha demonstrado rancor, raiva ou violência, sempre fui calma, serena, tranquila, amiga, com uma forte personalidade e nunca nada me tinha afetado como isto.                                                                                                                                                     
Pensei melhor antes de chegar a casa e apercebi-me que deveria desculpá-lo, pois, apesar de tudo, fora ele que me criara e isso, para mim era muito significativo. Quando cheguei a casa, ele estava sentado no sofá e pediu-me desculpa, esclarecendo que tinha voltado por minha causa, como eu, tinha imensas saudades. Não resisti, desculpei-o e fui dar-lhe um abraço.                                                                       
Nesse mesmo dia, para celebrar o seu regresso, fomos jantar ao restaurante mais requintado da cidade. Revivemos os momentos em que o meu pai ainda morava connosco. Partilhámos alegria, felicidade, emoções fortes. A melhor coisa que me aconteceu na vida foi, nesse dia, ter reencontrado o meu pai.    

Texto coletivo, elaborado por alunos do 8ºE e do 8ºF, no âmbito do projeto «Ler Mais, Escrever Melhor»

O Reencontro


Mansour Agilah era um jovem rapaz que vivia com os seus pais no Sri Lanka. Tal como grande parte da população do país, Mansour e a sua família tinham péssimas condições de vida, pois neste país dominam as ruas infestadas de lixo, falta de saneamento público, casas em ruínas e, sobretudo, um exagero de pessoas sem abrigo.      
Certo dia, Mansour estava sozinho à noite, na rua, quando três indivíduos com um estranho aspeto passaram por ele e lhe perguntaram se  queria sair do Sri Lanka e ir para a Europa para ter uma vida melhor. Mansour respondeu negativamente, pois a vida dele só fazia sentido se estivesse com os pais. Contudo, os três indivíduos agarraram-no e levaram-no violentamente para um armazém afastao de toda a população.
Nesse mesmo armazém, encontrava-se uma bela jovem chamada Aleinad Agirrab. Mansour reconheceu a rapariga de algum lado. Minutos depois, lembrou-se que o pai de Aleinad lha tinha prometido como noiva, quando fizesse quinze anos. Porém, a rapariga desaparecera, pois também ela havia sido raptada por aqueles três indivíduos.
Ao tentar aproximar-se da rapariga, sentiu-se um tremor de terra. A confusão estava lançada e Mansour aproveitou o caos gerado naquele armazém para escapar com Aleinad. Agarrou na mão da rapariga e fugiram. Já longe daquele local, finalmente respiraram de alívio. Aleinad olhou-o nos olhos, agradeceu-lhe e abraçou-o. Nesse preciso momento, sentiram que estavam destinados um para o outro.

Texto coletivo, elaborado por alunos do 8ºE e do 8ºF, no âmbito do projeto «Ler Mais, Escrever Melhor»

domingo, 29 de abril de 2012

A Liberdade


Um direito,
Uma forma de vida
A palavra que está, ou deveria estar,
Presente em todos nós.

Haverá maior alegria?
Crianças a brincar na rua,
A fazerem as parvoíces da infância,
Sempre a sorrir.

A liberdade,
Aquela sensação que,
Por momentos,
Nos faz feliz.

A vida é curta!
E prescindir da liberdade
É como pegarmos fogo
À nossa própria floresta.

Sentir o vento,
Molharmo-nos à chuva
Sem pronunciar uma única palavra.


A liberdade define-nos,
Mostra-nos a vida,
Para alguns,
É o maior desejo.

Poder sorrir, chorar,
Berrar e ver o céu
Tudo isto é liberdade,
Tudo isto é vida.

Ver um sorriso formar-se
No rosto pálido de uma criança,
Que só agora se proclamou.

Ver o olhar profundo mas aberto,
Como que a pedir ajuda a alguém.
Sofrendo por não ser livre.

Mais do que uma palavra,
Um gesto ou um olhar,
A liberdade é nossa…
… A nossa liberdade.


Nicole Antunes
Nº21 8ºE

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O que é a Liberdade?


Liberdade… Ah… a que sabe a liberdade? A uma coisa doce… que nunca nos fartamos de comer.
O que é a liberdade? É ser um pássaro azul, voar livremente sem direção, sem chegada.
Liberdade é dizer o que pensamos, sem que ninguém nos interrompa. É escrever o que pretendermos.
Antes do 25 de abril, eramos bonecos, marionetas comandadas por grandes fios, explorados por Salazar. Eramos desprezados, sem vida, cheios de preconceitos, tratados como lixo. O 25 de abril mudou muito a vida dos portugueses, mas não os fez esquecer as guerras, as lutas perdidas, as marcas para a vida. Os cravos lançados ao ar, uma visão incrível cheia de brancura.
Hoje em dia, não damos importância a essa liberdade, principalmente nós, os adolescentes, pois não vivemos nesse inferno. Imaginamos como foi, mas acho que nem de perto lá chegamos, só quem viveu sente a dor.
Liberdade é discordar, é sonhar, é realizar… É amor, felicidade, discussão de ideias...
É abraçar sem pedir, é falar sem corrigir…

Liberdade… Ah… Como sabe bem!
Raquel Copeto, 8ºE

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A soma da paixão com a vida é igual a um sorriso



Chamo-me Aleinad, vivo em África, na Namíbia. Tenho apenas 15 anos, há aproximadamente dois anos que fiquei sem os meus pais, pois ambos morreram desidratados e com falta de alimentos.
Amanhã, dia 10 de maio, vou dar um passeio e percorrer os caminhos desertos do país, pode ser que me distraia e me ajude a passar o tempo.
Finalmente chegou o dia, agora estou numa aldeia perto da minha casa. De repente, sem esperar, encontrei um rapaz, tinha aproximadamente a minha idade e começou a falar comigo. Tinha olhos azuis, cabelo castanho escuro e curto, não era muito alto, mas era bastante simpático, alegre e humilde. Não temos muito em comum, pois eu sou alta, tenho os olhos verdes e vivo na solidão, enquanto Divad, o rapaz que conheci, vivia com os pais em Portugal e viera para a Namíbia para embarcar numa aventura de solidariedade e ajuda humanitária.
Nunca tivera um momento tão bom e de tanta alegria em toda a minha vida, sentia-
-me outra pessoa e, pela primeira vez, esbocei o meu primeiro sorriso… não queria parar, pois a alegria que sentia enchia-me todo o coração, parecia que os sentimentos estavam a explodir dentro de mim. Foi magnífico sentir-me acompanhada!
Agora, todas as manhãs eram passadas com os nossos sorrisos, as nossas conversas, as nossas memórias.
Começámos a conviver cada vez com mais frequência, aquele rapaz marcou-me e o meu sorriso também, pois é dos sorrisos que a vida é feita e são as boas recordações que nos fazem lembrar como a vida, para ser vivida, tem de ser sentida.



Daniela Alvarinho, David Sezões

terça-feira, 10 de abril de 2012

O novo acordo ortográfico: mudança linguística ou enriquecimento de alguns?



O novo acordo ortográfico, ainda me lembro quando comecei a escrever, há oito anos atrás, os “c” e os “p” bem definidos e contornados, mesmo que não pronunciados. É verdade que a língua evolui, como por exemplo o “ph” de “pharmácia” que se transformou em “f”, mas será esta mudança da ortografia uma evolução necessária ou foi puramente um contrato que nos aproximou da variante brasileira para favorecer o estado?
É certo que houve muita gente que beneficiou deste acordo. Novos livros e gramáticas foram impressos e quem disto se aproveitou foram as editoras e afins. No entanto, quem esteve cá, na escola, para aprender e aplicar estas novas regras foram os alunos e professores, sujeitos à vontade do estado! E ainda dizem que o povo manda!? Pelo menos, os alunos e os professores não mandam nada!
Lembraram-se agora, aqueles que se consideram “doutores”, depois do mal estar feito e de todos terem reaprendido a escrever, por mais revoltados que se manifestassem, de se revelar contra as mudanças. Mas isto é normal?! Onde está o bom senso desta gente?! Agora, depois de terem ganho muito, é que alguém se revela contra?! Só falta que o próximo passo seja voltarmos ao antigo acordo! E os prejudicados somos nós, os ensinantes e os ensinados, o ensino que aplica rigorosamente estas regras. E ainda dizem que o povo manda?!
Concluindo, sim, a língua evolui, porém, não haverá coisas que deviam permanecer assim, principalmente quando é para benefício político? Não me parece que aliarmo-nos desta maneira ao Brasil seja algo normal, a não ser, claro, para a carteira dos políticos, mas o que é que eu sei? Sou só uma aluna que nada manda!

Carolina Santos Martins, 8ºE

Os quadros da sala de aula



Por regra, todas as salas de aula têm um quadro. Aqueles quadros verdes, cor amarga, nos quais se escreve com giz. Aqueles quadros que todos os professores adoram, ou adoravam. Agora também há aqueles brancos…
Não percebo porque não gostam dos quadros verdes antigos, até porque não se partiam, rachavam, e muito menos faziam aquele barulho irritante para toda a gente. Pensaram pois muito bem em pôr aqueles quadros brancos que se mexem com uma caneta. Para mim, foi uma excelente ideia, até porque é tão fácil e todos os professores sabem trabalhar com eles.
Uma coisa que eu gostava nos quadros antigos era que, para começar a dar a aula, o professor só tinha de fechar as janelas, puxar as cortinas e acender a luz para que todos pudessem ver; mas não, decidiram trocar essa curta espera por uma espera muito, mas muito maior: ligar o computador, ir à Internet para mostrar a página do livro e esperar que a caneta carregue; depois é só mudar a cor da caneta e tentar pôr a borracha. Onde é que já se viu?!
Os alunos odeiam os quadros brancos porque se perde muito tempo de aula. Reparem bem na deceção da cara de um aluno quando vê que o computador não funciona ou que a caneta não escreve. Eu sou contra isso, os alunos a esforçarem-se arduamente para chegar a horas à sala, para depois estarem à espera do quadro?!
Eu resolvia o assunto! Não era cá com quadros brancos ou verdes, eu dispunha os alunos por clube de futebol. Os benfiquistas ficavam com um quadro vermelho, os portistas com quadros azuis e assim sucessivamente… Eu, só não gastava dinheiro em quadros do Sporting, eles que mudassem para o Marítimo que já se arranjava qualquer coisa.
Todos ficariam contentes: enquanto os alunos estavam à espera, debatiam o jogo da noite passada e os professores concordavam.
Para mim, este era o sistema mais correto. As aulas seriam dadas com maior motivação. Estes quadros, cobertos de plástico para não fazerem barulho e de aço, para não se partirem, seriam a nossa salvação! Não era cá quadros verdes e brancos…

Nicole Antunes, 8ºE

Os telemóveis na escola



Atualmente, grande parte dos jovens tem um telemóvel. O problema consiste na altura em que é dado o telemóvel, neste caso, a crianças sem responsabilidade nenhuma e que começam, desde cedo, a afeiçoar-se a este pequeno objeto, causa de bastantes problemas.
Na escola é praticamente um ciclo vicioso: o aluno recebe uma mensagem, vê a mensagem, responde à mensagem, o professor apanha-o com o telemóvel, o aluno inventa uma desculpa esfarrapada, como por exemplo, «Oh professora, estava só a ver as horas!» ou então desata a chorar e o professor entrega-lhe logo o telemóvel. Porém, se o professor o apanha novamente a enviar um SMS, entrega o telemóvel à direção, o que não serve de nada, pois o paizinho ou a mãezinha vai até lá buscá-lo para, logo de seguida, o passar diretamente para a mão do filho que, coitadinho, estava só a ver as horas quando o professor, essa «criatura maléfica, um bandido!», lho tirou.
Em casa, ainda é pior, este pequeno aparelho tem o poder de acompanhar o estudo das cianças e, se tocar, vão logo a correr buscá-lo como se de um bebé a chorar se tratasse, acabando-se logo o estudo.
Em suma, os telemóveis não deviam ter um uso tão excessivo e os pais não deviam comprar telemóveis a crianças com seis ou sete anos para, quando tiverem catorze, andarem nestas andanças... Os paizinhos também não deviam ser tão brandos para com os filhos quando estes são repreendidos na escola, pelo contrário, deviam ser mais exigentes e rígidos; mas, enfim… esta será a próxima geração de adultos no nosso país...
João Fernandes nº 15 8ºE

domingo, 25 de março de 2012

Antes de Começar, de Almada Negreiros





Depois da peça, os nossos comentários...


O desconhecido é assustador. Todos temos medo, insegurança perante uma imagem ou ação. Para quem já esteve diante do medo, a imagem é pequena e para aqueles que já a conseguiram ultrapassar, só sentem um friozinho na barriga. Existem aqueles que, para além de não o conseguirem vencer e dominar, se veem obrigados a afastar-se dele todos os dias. Por outro lado, temos a curiosidade que, de uma forma muito própria, está ligada ao medo. A curiosidade de descobrir novas coisas, de saber o que há para além do medo e da insegurança.
A Boneca desta peça, a pequena Boneca feita de farrapos, sente tudo isto. Na minha opinião, os movimentos que faz são vida. A timidez, o preconceito e a falta de amor representam a nossa sociedade, tão diferente da dos bonecos. Muito para além de ele se mexer, o Boneco queria que ela reagisse. Este Boneco, sempre animado e repleto de esperança, tinha persistência no sangue. Vivem lá no seu Mundo, - fantasia para alguns - num Mundo melhor que o nosso. A Boneca, principalmente, dá valor às pequenas coisas da vida e aos minutos que lhe dedicaram, pois sabe que, pelo menos nesse momento, alguém pensara nela.
Para mim, o título desta peça é muito mais do que três palavras. Simboliza a vida e as diferenças entre os dois Mundos – o nosso, materialista, e o dos bonecos, cheio de pureza. Os bonecos são um símbolo, mais poderosos e amigos que os Homens. Simboliza ainda a diferença entre o coração e a razão, agora predominante na vida.
Gostei desta peça, pois por baixo de todos os fatos e máscaras, tocou-me e fez-me perceber várias coisas. A história, em si, é uma lição de vida e um alerta para todos.
Temos que tentar, ser persistentes e amar o outro. Para tudo ser melhor, temos que tentar. O desconhecido, uma vez dominado, não é nada.

Nicole Antunes, 8ºE



Gostei da peça Antes de Começar, no entanto, foi um pouco desapontante, pois pensei que a peça tivesse outro final.
A peça transmitiu imensos valores que são desprezados e rejeitados nos dias de hoje, sendo esses valores essências e fundamentais para uma sociedade mais feliz, tais como o amor, os sentimentos, a amizade, a autoestima, a valorização das pequenas coisas da vida… entre muitos outros. A dualidade razão-coração também foi analisada, sendo extremamente importante, pois é responsável pelas decisões que tomamos. O significado do título , no meu entender, remete-nos para os bonecos antes do Homem entrar no quarto. Estes mexem-se, falam entre eles, ganham vida, sem ninguém se aperceber, portanto, Antes de Começar traduz a Vida que há entre os bonecos antes de o Homem aparecer.
Foi importante termos visto esta peça tão interessante, pois fez-nos refletir sobre aquilo que falta hoje em dia.

Helena David, 8ºE



No dia 1 de março, assistimos à peça Antes de Começar, de Almada Negreiros, no Teatro Garcia de Resende. Consistia numa história apenas representada por duas personagens, um boneco, nada tímido, que acreditava em si, fazendo contraste com uma boneca extremamente tímida, insegura....
Apesar de esta peça transmitir diversos valores e consistir numa crítica à nossa sociedade materialista, em que muitas vezes o dinheiro vence o coração, penso que a peça foi pouco apelativa a um público menos sentimental.
O título desta peça é Antes de Começar, remetendo-nos, a meu ver, para antes da nossa sociedade se tornar materialista e consumista. A peça é simples, valorizando-se as pequenas coisas; porém a representação da mesma foi muito sentimental e emotiva, acabando com um longo diálogo que nos transportou para a dualidade razão-coração. A representação foi extensa e sem ação , os dois bonecos simplesmente falavam.
Em suma, apesar de ser uma crítica que nos fez refletir sobre os valores, foi representada de uma forma demasiado sentimental, talvez mais adequada a um público mais idealista.

João Fernandes, 8ºE



Eu achei que a peça Antes de Começar foi muito gira. A parte que eu mais gostei foi quando o Boneco começou a explicar à Boneca que se mexeu por ela. Ambos acabam por descobrir que se mexem como as pessoas.
Considerei a peça muito criativa e muito livre, os bonecos podiam mexer-se à vontade e fazer o que quisessem e ambos aprenderam que o coração sabe sempre o que quer. Outra parte que eu também gostei foi logo no início, quando o baú se abriu e começaram-se a ver as mãos e os pés dos dois atores.

Luís Ramalhosa, 8ºE



A peça Antes de Começar, de Almada Negreiros, é uma peça mágica que contém várias lições e críticas que, na minha opinião, retratam as atitudes infantis e puras das crianças que deviam substituir os pensamentos adultos, frios e racionais. Penso também que se trata de uma metáfora para a revolução do vinte e cinco de abril, quando a Boneca refere que foi feita nos tempos livres de quem a fez, que demorou, mas ficou «exatamente igual» à essência do seu criador.
Adorei os valores que a peça transmite, como o amor; a persistência; a valorização das pequenas coisas da vida, aspeto que a sociedade de hoje em dia, dominada pelo pensamento distante e racional do Homem, esqueceu. A ingenuidade do pensamento infantil; a libertação do medo; a simplicidade e a coragem de conhecer o desconhecido deviam ser o guia de todas as mentes, existindo sempre um equilíbrio entre a razão e o coração. No fundo, gostei da peça em si, não esquecendo a parte cenográfica, que combinava com o tema; a simplicidade e a infantilidade sempre presentes.
Na minha opinião, o nome da peça remete-nos para antes do teatro de marionetas começar; por outro lado, pode ter a ver com o período de timidez da vida de cada um, antes de começar a descobrir-se o mundo, representa o antes de se libertar.
Concluindo, apreciei a peça devido às suas variadas lições e críticas à sociedade e também devido à parte visual, que esteve sempre concordante com o assunto e que não se pode esquecer, principalmente quando se fala de teatro.
Carolina Martins, 8ºE

CRIME SCENE



Yesterday evening I was walking down the street towards the cinema when I saw a burglar burgling an old lady with a knife in his hand and the old lady was trying to resist. I tried to stay calm and I hid myself behind a tree and then I called the police, I talked slowly so he couldn’t hear me.
The criminal was about twenty years old, he was very tall and skinny, although very strong. He had fair hair and he was wearing a black shirt, a black cap and a pair of jeans. He was scary because he had big deep eyes and a threatening voice.
I couldn’t wait anymore so I told myself “I’m brave” and I went there. I tried to take off his knife out of his hand and I entertained him while the police arrived. Luckily for me I didn’t have to fight him much longer because the police arrived and arrested him.
Finally the police asked me some questions and thanked me just as the old lady. They took me home because, after all that, I was panicked.

Carolina Martins, 8ºE


I was going home when I saw a crime. I stayed quiet and very surprised when I saw the thieves stealing the shop. The criminals were wearing a black jacket and black jeans. Next I called the police and the criminals were arrested.

Helena David, 8ºE


Yesterday I was going home when suddenly a guy attacked another with a knife, and stole his cellphone. Scared, I decided to hide and call the police. Ten minutes later the police arrived, but the guy wasn’t there anymore, so I told the cops where he had gone and the police caught him. After that I was awarded with one hundred pounds.

Luís Ramalhosa, 8ºE

quinta-feira, 22 de março de 2012

Évora uma vez...























Nas aulas de AAE, preparámos a dramatização de alguns excertos do livro Évora uma vez..., de Francisco Bilou.

No dia 19 de março, no auditório dos Álamos, representámos esses excertos para turmas do 6º e 8º anos, seguindo-se a apresentação do referido livro pelo próprio autor.

Foi uma experiência enriquecedora e gratificante.











BRITAIN






No âmbito da disciplina de Inglês, elaborámos trabalhos sobre a Grã-Bretanha que se encontram expostos no polivalente da escola, uma vez que está a decorrer a Semana Cultural.

Países, tradições, gastronomia, geografia, cidades, parques naturais, locais de interesse turístico... ajudam-nos a conhecer melhor a cultura britânica.

No 3º período, decorrerão as apresentações orais que visam melhorar a nossa expressão oral em língua inglesa.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Poema vencedor do «Faça lá um poema» - 3º ciclo, fase escolar



A dormir ou acordado

No mundo imaginário
Tudo pode acontecer
Desde gansos a uivar
E lobos a miar.

Cada um vê o que sente
Desde azul o sol
E vermelha a lua
A noite colorida
E o dia vestido de luto
O céu verde
E a terra a erguer-se violeta.

O que eu sinto
A pessoa ao meu lado não sente
O que eu vejo
A pessoa ao meu lado não vê.

A imaginação é uma bola de sabão
Frágil no seu ser,
Mas difícil na sua composição.

É complicado definir o intocável
Cada um imagina-se de uma maneira especial
Com o seu próprio surreal.


A minha realidade
Pode ser o irreal de alguém
E pode existir também,
Quem, a dormir ou acordado
Partilhe o seu mundo com outros.

Carolina Santos Martins
Nº3 8ºE

Os nossos poemas no «Faça lá um poema»



Ninguém sabe

Ninguém sabe responder
Ao porquê da existência,
Ao porquê do medo,
Ao porquê do mundo.

Cada um vive
Em função das invenções e das crenças
Que ouviu em criança.

Mas ao crescermos queremos descobrir
O porquê do querer descobrir
O porquê de falarmos
Ao porquê de escrevermos,
Assim, um dia mais tarde
Podemos explicar o que outros não conseguiram.

Ninguém consegue desvendar os segredos
E mesmo que se descubra algo
Não se descobre o porquê da descoberta
E vai sempre existir dúvidas,
Que nem mesmo o destino consegue resolver
Talvez este nem seja real…
Não há provas.


Iremos sempre morrer inconcretizados,
De uma maneira ou de outra,
Quer procuremos as respostas quer não,
O racional vai sempre dar lugar às ilusões.

Podemos até perguntarmo-nos o que é a morte
Sem ser o ciclo da vida,
Mas com que finalidade,
Se nunca obteremos resposta?

Porque nos importarmos
Quando nada se importa connosco?

Ninguém soube
Ninguém sabe
Ninguém saberá.

Limitamo-nos apenas
A seguir os padrões
Que outros que se importaram em impor.
E ao pensar que ultrapassamos algo,
Estamos apenas
A abrir outra pergunta à ignorância humana.

Carolina Martins
nº3 8ºE

Os nossos poemas no «Faça lá um poema»



Quero ser grande para poder ser pequenina

Quando for grande quero ser pequenina,
quero ter o sorriso no olhar,
quero sentir dor sem me doer,
quero saber como é a magia de crescer…

quando for grande quero-me conhecer,
sentir a fantasia de viver,
quero pensar, repensar e voltar a pensar.

quando for grande quero decrescer,
para voltar a ser pequenina.
quero pensar como seria ser grande
e a ambição de começar a crescer.

quando for grande quero pintar o preto de branco,
quero escrever um poema sem papel,
quero semear sem sementes,
quero viver sem ter vida.

quando for grande quero enquadrar os quadrados que não são quadrangulares,
quero percorrer os caminhos que ainda não percorri,
quero ser a linha que separa a realidade da ficção,
quero ser os filmes em que não entro e aqueles em que sou a personagem principal,
quero ser a explicação para o que não pode ser explicado,
quero ter medo de não ter medo.
Às vezes quero pensar sem calcular,
achar sem procurar,
sonhar sem dormir,
decidir sem reflectir,
cantar sem falar,
ver o sol sem me encandear…

Mas sobretudo quero ser quem sou,
ter imaginação, lutar pelo meu coração,
quero crescer e decrescer,
para um dia a mim me poder conhecer…

Quero ser grande para poder ser pequenina,
quero conduzir a vida e passar os obstáculos que enfrento,
quero crescer para ter a alma de uma criança,
quero continuar a triunfar,
para um dia ao fim poder chegar.

Daniela Alvarinho, 8ºE

Os nossos poemas no «Faça lá um poema»



Voltam as sombras,
Obscuras, não mostrando o quão frágeis são
Tropeçam umas nas outras,
Com pressa de chegar.

O sentimento começa a invadir-nos
O vento a mudar-nos
Os pássaros cantam tranquilamente
E nós nem damos conta.

No nosso mundo tão preenchido
Ignoramos a chuva,
O olhar e o sorriso
Ou o sol da manhã.

Tão distantes de nós, pensamos,
O que valeria?
Um sofrimento, uma dor,
de nada poderia ajudar
E desistimos.

Quando não sabemos onde estamos,
Como aconteceu ou o que sentir
Refugiamo-nos no nosso canto
Tão pequenino e seguro.


A realidade insiste sobre nós,
E tão determinados a ganhar a luta da vida
Empurramo-la para longe
E observamo-la até às linhas que definem o horizonte.

Sem fundamento ou glória,
Dignidade escassa e rasgada de marcas
As más decisões ,
Aquelas que tomámos há uns tempos atrás
Voltam até o sol se pôr.


E por vezes, é esse o problema
Ficamos a ver o Sol,
Tão perto e fácil de alcançar
Pondo brilho aos nossos olhos

Versos soltos assim o são,
Tal como a vida, um papel ou um simples sapato
De tudo precisamos, mas há uma altura
Em que o desprezo nos ganha e também nós desprezamos.

À noite, quando tentamos fechar os olhos,
Lá vêm os mesmos pensamentos,
As mesmas lágrimas ou alegrias…
Relembramos os momentos mais cem vezes,
E só depois a nossa alma esta satisfeita

Acordamos, e o tempo de liberdade acabou,
O tempo em que podíamos correr nas nuvens,
Ir a Marte e ter aquele alguém que queremos
Acaba.

O pensamento volta, aquele pensamento
que fez com que adormecêssemos mais tarde a noite passada,
como pode ser a cereja no bolo
e a maça envenenada nalguns momentos.

Nicole Antunes, 8ºE